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Fazenda Santo Antônio do Paiol
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Fazenda Santo Antônio do Paiol
A Fazenda Santo Antonio do Paiol está localizada às margens da estrada Barra-Valença. A sede foi construída em 1853 por Manoel Antonio Esteves, comerciante português, que recebeu a fazenda de dote ao se casar com Maria Francisca das Dores.Manoel Esteves foi um dos patrocinadores da Estrada de Ferro União Valenciana, fotografada por Ferrez, e construiu em sua fazenda uma estação, que batizou com seu sobrenome. A fortuna construída por Esteves não dependeu apenas da cafeicultura. Se bem ele fosse dono de diversas fazendas de café, alguns de seus negócios rentáveis foram o empréstimo de dinheiro a juros, a compra direta de escravizados, o aluguel de bens imóveis e de seus escravizados para realização de trabalhos externos. Ao falecer, em 1879, constavam de seu inventário 604 cativos, número altíssimo, mesmo para o padrão de um grande fazendeiro. Ferez realizou as imagens após o falecimento do patriarca, provavelmente por encomenda do filho Francisco Martins Esteves, que substituiu seu pai no comando dos negócios. A propriedade existe até hoje, sob a guarda da Congregação da Divina Providência. Além de sua ótima conservação, a fazenda possui importantes documentos históricos e famíliares e está aberta para visitação
Marc Ferrez
Vale do Paraíba ; às margens da estrada Barra-Valença, junto à antiga estação de Esteves
circa 1882

Fazenda Campo Alegre
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Fazenda Campo Alegre
Assim como a Fazenda Cachrinha, a Campo Alegre pertenceu inicialmente ao capitão Manoel de Souza Barros, sendo depois administrada por seu filho, também Manoel de Souza Barros, Visconde de Vista Alegre. Em 1871, a fazenda possuía em torno de 150 mil pés de café. Nela trabalhavam cerca de 180 escravizados. É provável que na época em que Ferrez fotografou a fazenda, sua sede já tivesse sido modernizada. Era uma casa imponente, que contava com iluminação a gás, linha telefônica, sala de jantar com mesa de 44 lugares, sala de bilhar, piano, capela e casa de banho. Um ramal de tração animal fazia a ligação entre a estação Chacrinha, da Estrada de Ferro União Valenciana, e a fazenda. Pouco após a abolição da escravidão, a familia Souza Barros, assim como boa parte das familias dos grandes fazendeiros, perdeu suas propriedades que já estavam hipotecadas, pois sua fortuna dependia inteiramente da mão de obra escravizada.
Marc Ferrez
Vale do Paraíba
circa 1882

Fazenda Campo Alegre
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Fazenda Campo Alegre
Assim como a Fazenda Cachrinha, a Campo Alegre pertenceu inicialmente ao capitão Manoel de Souza Barros, sendo depois administrada por seu filho, também Manoel de Souza Barros, Visconde de Vista Alegre. Em 1871, a fazenda possuía em torno de 150 mil pés de café. Nela trabalhavam cerca de 180 escravizados. É provável que na época em que Ferrez fotografou a fazenda, sua sede já tivesse sido modernizada. Era uma casa imponente, que contava com iluminação a gás, linha telefônica, sala de jantar com mesa de 44 lugares, sala de bilhar, piano, capela e casa de banho. Um ramal de tração animal fazia a ligação entre a estação Chacrinha, da Estrada de Ferro União Valenciana, e a fazenda. Pouco após a abolição da escravidão, a familia Souza Barros, assim como boa parte das familias dos grandes fazendeiros, perdeu suas propriedades que já estavam hipotecadas, pois sua fortuna dependia inteiramente da mão de obra escravizada.
Marc Ferrez
Vale do Paraíba
circa 1882