Arquivo/Coleção: Marcel Gautherot
010RJAD25770.jpg
Heitor dos Prazeres
Nascido em uma família simples, filho do marceneiro e clarinetista da banda da Guarda Nacional, Eduardo Alexandre dos Prazeres, e da costureira Celestina Gonçalves Martins, moradores da Rua Presidente Barroso no bairro da Cidade Nova (Praça Onze), Heitor dos Prazeres nasceu no dia 23 de setembro de 1898, uma década após a abolição da escravatura, e faleceu na mesma cidade em 1966. Alcançou em vida a consagração que muitos artistas só encontraram após a morte. O marceneiro, costureiro, tipógrafo, músico que criou na época um método de tocar cavaquinho inovador; o poeta e compositor, e por fim o artista plástico. Realizou exposições individuais em vários Estados, participou de coletivas, marcou presença nas bienais de São Paulo em 1951, 1953 e 1961. Seus quadros estiveram em exposições internacionais e chamaram a atenção pela ingenuidade com que foram abordados os acontecimentos mais triviais da vida carioca. Heitor dos Prazeres ganhou efetiva ressonância no exterior através da honestidade com que reproduziu a gente simples do Brasil, sem enfeites, sem rebuscamentos, sem complicações. A obra de Heitor é o retrato, sem retoques, de uma cidade, o Rio de Janeiro, e de um povo, o povo brasileiro.
Marcel Gautherot
Rio de Janeiro
circa 1966