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Povo e populismo;Lição de esperança;Um pouco de Costa Rego;Depoimento a contragosto;Ontem, hoje, amanhã;Depressa, um albornoz para o Brasil;Os caminhos da providência;Escandinávia: quatro países numa só lição de cultura;Idiotas impunes;O aéreo prazer do texto;Solução britânica;Lobato e o cinema;Cidadãos amestrados e cães democráticos;Uma velha revista nova;O defunto vai bem, obrigado;O poeta e o poder;Otto Lara Resende interpreta Elis, um sucesso de corpo inteiro;Quatro poemas em prosa;Palíndromo e capicua;In cassum frustraque;Cai, cai balão;Sugestão de um patriota empírico;Loucos de todo gênero;O fio da meada;Do acadêmico Otto Lara Resende para Leo Gilson;Vem aí a República;O homem, este personagem;Em cena a palavra;Fábrica de não, medo e silêncio;Calça de veludo à vista;Luz sob o eclipse;Com Hamilton, amigo de Jackson;Sarney pede estudos para melhorar ensino da língua;Jaratataca;Machado, Galante, Jardim;Começos: ontem e hoje;Da maledicência nos cabeleireiros;Pecadora imaculada;O vandalismo fascista;Entrada proibida;Gato e rato;Sempre houveram;Lazer criativo;Testamento do desencantado;Morra Ouro Preto;De rei a rei;Um artista e um homem do tempo;Epicédio para uma carta;Ler e escrever;A graça de esquecer;Cansado como um rio;Carinhoso;Carta a uma moça teimosa;Cena e contracena;Certo de que ali estava uma consciência moral;Cineminha de segunda-feira;Confissões de uma gorda;Conversinha pogonológica;Coreografia da violência;Crônica aérea com desfecho antecipado;Cruéis dominadores (The whip hand);Cuidado: todos somos índios;Da arte de por títulos;De sol a sol;Eles sabem o que fazem;Encanto e engasgo;Errata dominical;Escrever perigosamente;Estado Novo, velha desculpa;Festa no formigueiro;Glauber e Otto;Hoje o verbete é automóvel;Imaginação e realidade;Já matou seu comunista hoje?;Livraria antigamente;Nosso irado e terno amigo;Nota internacional;O lado oculto da gruta;O mal das grades;O muro não é mineiro;O novo brado retumbante;O poder militar no Brasil;O policiado caminho da oclocracia;O quatriênio e o cesto;O tranquilo horizonte do convívio;O voo atropelado;Papo de sumiço;Poetas não sonham;Portugal: um murro no coração;Quanto custa ser brasileiro;Rabo de papel;Retorno ao amanuense;Sete vezes sete;Simples registro;Só um pedido: andem ligeiro;Tarzan e a fúria selvagem;Tem uma pedra no meio do caminho;Uma certa ideia da França;Valsa dos quinze anos, capítulo dezessete;Pretensão à parte;Rondó do tempo sem tempo
Arquivo/Coleção: Otto Lara Resende (OLR)
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Luz sob o eclipse
Artigo
Otto Lara Resende
Rio de Janeiro
30 de outubro de 1983

-;-;-;-;-;-;-;-;-;A monja;-;Como é q v. vai lá...;-;-;A avareza começa...;-;-;-;-;-;-;-;-;-;Ilha, crise, união;Ontem, dia 29.9.79...;-;-;-;Os sertões/Os heréticos e os relapsos...;-;-;-;-;-;-;-;-;-;A remota e duvidosa vaquinha;-;-;Qual o tipo físico de mulher de sua preferência?;Convidado a falar numa reunião...;-;-;-;Breve diário do apodrecimento;-;-;-;-;-;-;-;-;Bandeira do Brasil;-;-;-;Bob confirma alinhamento;O príncipe e o sabiá;-;O braço direito: dossiê (Ataque pelo Paulino à tenda espírita...);-;-;-;-;-;-;-;-;-;Aiii;-;A boca do inferno;-;Namorado morto;-;O braço direito: dossiê (Ver nota João Batista...);-;-;-;-;Irmão casa burguesa;-;-;-;-;A gente não muda;-;Alô, alô, carnaval;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;O braço direito;Paris: ida e volta;Língua legal;Sete vezes sete;Medo;Un pueblo en España;Eu estou muito velha?...;O braço direito: dossiê (Consilium abeundi...);[Menino ande descalço...];Cadeia da infelicidade;O braço direito: dossiê (BD: Bucho de bode (apelido));Mas te revoltas num íntimo movimento...;Nome: Olandina. Apelido: Lanlã. Por que?...;Perna: caminhonete. Ney Maranhão:...;Medo de sumir no...;O mundo é velho. Novo é o olhar...;Cafuita, marido da Conceição...;Não me precipito do alto de minha loucura...;Botafogo - Rua General Dionísio, 53;[Fotografia];A arte e o rufianismo;A confissão da dor;A espera imóvel;A literatura tem refletido bem a realidade brasileira?;A morte de um idiota;A palavra de Alceu nos anos difíceis;A última lição de Edmundo Lins;Abertura de boca fechada;Arachibutyrophobia;As entranhas do bicho Brasil;Assaltada casa de Otto Lara;Autran Dourado;Brasil não controla dólares em passeio turístico;Texto sobre Jornal do Brasil;Carta a Lucio Rangel;O poeta se volta para o mundo;Subway;Artigo de poesia /Entreato (Verão no Rio)
Arquivo/Coleção: Otto Lara Resende (OLR)
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As entranhas do bicho Brasil
Artigo
Otto Lara Resende
Rio de Janeiro
25 de novembro de 1979

Gregório Bezerra, preso político
Archive/Collection: José Medeiros
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Gregório Bezerra, preso político
Gregório Bezerra nasceu na cidade de Panelas de Miranda, Pernambuco, em 13 de março de 1900. Filho de lavradores, ficou órfão aos 8 anos. Seu interesse pela política surgiu quando era ainda jovem. Numa greve em 1917, Gregório juntou-se a trabalhadores para reivindicar jornada de trabalho de 8 horas e lutar em favor da Revolução Bolchevique na Rússia. O episódio lhe rendeu uma acusação de perturbação da ordem pública que o manteve na prisão por cinco anos. Em 1922 alistou-se no Exército e, disposto a entrar para a Escola de Sargentos - o que ocorreu em 1929 -, decide se alfabetizar. Em 1930 ingressou no Partido Comunista e dois anos depois recebeu a missão de comandar um exército de analfabetos e flagelados da seca, que combateu os paulistas na Revolução Constitucionalista. Integrante da Aliança Nacional Libertadora, foi incumbido de deflagrar o movimento revolucionário no Recife, o que lhe valeu mais uma vez ordem de prisão. Por sua ligação a movimentos comunistas, foi condenado a 27 anos de prisão. Em 1942 foi transferido para o presídio da Ilha Grande e, no ano seguinte, foi enviado para o presídio Frei Caneca, ambos no Rio, e foi neste último que conheceu Luiz Carlos Prestes. Solto em 1945, recebeu do PCB a tarefa de reorganizar o partido em Pernambuco. Nas eleições de dezembro do mesmo ano foi eleito deputado federal para a Assembléia Nacional Constituinte, mas teve o mandato cassado em 1947, quando o partido foi colocado na ilegalidade. No ano seguinte foi preso por ordem do presidente Eurico Gaspar Dutra, acusado de incendiar um quartel em João Pessoa, Paraíba, e depois de dois anos foi absolvido. Continuou a militância política, mas já na ilegalidade, e foi mais uma vez detido, em 1957, pela participação nas Ligas Camponesas e na formação de sindicatos rurais. Ainda ligado ao movimento camponês e ao partido comunista, viajou para a China e União Soviética. A partir de 1964, com o golpe militar, Gregório foi mais uma vez processado e acusado de crime contra a pátria e de subversão. Foi libertado em 1969, tendo sido trocado junto com outros presos políticos pelo embaixador norte-americano Charles Elbrick, que havia sido seqüestrado. Foi enviado para o México, Cuba e União Soviética, onde tratou de sua debilitada saúde. De volta ao país em 1979, beneficiado pela Anistia, desligou-se do PCB por divergências internas, mas declarou manter-se fiel ao marxismo-leninismo. Em 1982 foi candidato a deputado federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Pernambuco, ficando apenas como suplente. Faleceu em São Paulo em 21 de outubro de 1983.
José Medeiros
João Pessoa
1949