Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Acampamento da comissão francesa para observação do eclipse solar com o grande coelostato de 10 metros de distância
Em 1912, o fotógrafo Marc Ferrez foi um dos integrantes da comitiva do presidente do Brasil, Marechal Hermes da Fonseca (1855 – 1923), que havia ido para Passa Quatro, em Minas Gerais, observar o eclipse solar ocorrido em 10 de outubro daquele ano. Também estiveram presentes ao evento o então diretor do Observatório Nacional, Henrique Morize (1860 – 1930), o diretor do Jardim Botânico, Graciano dos Santos Neves (1868 – 1922), delegações estrangeiras de astrônomos do Observatório de Greenwich (Inglaterra), do Bureau de Longitudes (França), do Observatório Nacional do Chile, do Observatório Nacional de Córdoba (Argentina), do Observatório de La Plata (Argentina) e do então recém-criado Observatório Astronômico e Meteorológico de São Paulo. Havia também representantes da imprensa e outras autoridades (Gazeta de Notícias, 11 de outubro de 1912, na quinta coluna sob o título “Marechal Hermes e o eclipse“). O chefe da comissão inglesa era Arthur Stanley Eddington (1882 - 1944); o da francesa, Milan Stefanick (1880 - 1919); do Observatório de Córdoba, Carlos Dillon Perrine (1867 - 1951); da comissão chilena, Friedrich Wilhelm Ristenpart (1868-1913); do Observatório de La Plata, William Joseph Hussey (1862-1926); e, finalmente, do Observatório de São Paulo, José Nunes Belfort Mattos (1862- 1926). Um dos objetivos das expedições era confirmar a Teoria da Relatividade, do cientista alemão Albert Einstein (1879 - 1955). A comissão brasileira foi chefiada por Henrique Morize e contava com os astrônomos Mario Rodrigues de Souza (1889-1973), Domingos Fernandes Costa (1882-1956), Alix Corrêa de Lemos (1877 - 1957) e Gualter Macedo Soares (1891 - 19?), com o voluntário Antônio Alves Ferreira da Silva (18? - 19?), com o fotógrafo Augusto Soucasaux (1871-1962) e com o médico Camillo Fonseca (18? - 1923).Não se sabe se Ferrez teve alguma função específica na comitiva do governo já que a fotografia do fenômeno ficou a cargo de profissionais do Observatório Nacional. Produziu fotografias estereoscópicas dos acampamentos na cidade, que estão sob a guarda do Instituto Moreira Salles.
Augusto Soucasaux
Passa Quatro
outubro de 1912