Arquivo/Coleção: Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig
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Quinta da Boa Vista
A origem da Quinta da Boa Vista está na Fazenda de São Cristóvão, uma das muitas propriedades jesuítas absorvidas pela coroa portuguesa quando da expulsão dos padres daquela ordem. Posta à venda, a fazenda dividiu-se em chácaras. Uma destas colocava-se numa elevação de terreno às margens dos Rios Joana e Maracanã, de onde se desfrutava uma "boa vista". Quando D. João chegou ao Rio, comprou a propriedade e realizaram-se reformas, ampliações no interior, tornando-se realmente um palácio. No reinado de Pedro II, tomou formas neoclássicas e teve o seu entorno ajardinado por Glaziou entre 1866 e 1876. A Quinta Imperial ficou de tal maneira bela, que levou Oliveira Viana a chamá-la de "Versalhes Tropical". Além de sua beleza e situação, que lhe deram ares de Versalhes, a Quinta tem importância histórica porque lá residiram um rei de Portugal, os dois imperadores e as três imperatrizes do Brasil. Lá também nasceram a futura rainha de Portugal, D. Maria da Glória, e a Princesa Isabel, várias vezes regente, quase imperatriz. Na República, funcionou no palácio a primeira Assembléia Constituinte do novo regime e, a partir de 1892, ali se instalou o Museu Nacional, hoje importante centro de pesquisas nas áreas de Ciências Humanas e Naturais.
Autoria não identificada
São Cristóvão
circa 1900