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Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham em terreiro de secagem de café
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham em terreiro de secagem de café
O trabalho escravo e o café eram os dois grandes pilares que sustentavam o Império do Brasil. A escravidão só foi abolida em 1888, sob forte pressão dos grupos abolicionistas e dos próprios escravos, que por meio da fuga, resistência mais recorrente no final do século, minavam pouco a pouco a exploração da sua própria força de trabalho..As fotografias de Ferrez no terreiro de secagem da fazenda Monte Café, assim como outras imagens de trabalhadores escravizados em diversas fazendas, vem sido discutidas recentemente por historiadores e cientistas sociais. Há consenso entre eles ao apontar para o apaziguamento da violência da escravidão nessas fotografias. Ferrez realizou essas imagens por encomenda dos donos das fazendas, e do Centro da Lavoura e do Comercio, entidade dos senhores do café que, entre outros, organizava a propaganda do café brasileiro no exterior, por meio da participação em feiras e eventos mundiais e universais. A composição das fotografias, possivelmente organizada por Ferrez em busca de uma aparente imagem de eficiência e modernidade no trabalho das fazendas, busca de fato apagar as marcas da escravização, base da economia do café e da riqueza dos fazendeiros.
Marc Ferrez
Fazenda Monte Café ; Vale do Paraíba
circa 1882

Natureza Morta
Archive/Collection: Gilberto Ferrez
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Natureza Morta
Arranjo de frutas e folhas dentro de um cesto, sobre uma mesa ou banco de madeira, forrada no canto esquerdo com uma toalha.
Augusto Stahl
Recife
circa 1860

Mercado Municipal do Rio de Janeiro, ou, mercado da Praça XV de Novembro
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Mercado Municipal do Rio de Janeiro, ou, mercado da Praça XV de Novembro
Quiosque em frente ao mercado municipal da Praça XV. Os quiosques eram pequenas construções de madeira em estilo oriental localizadas em praças, largos e ruas da cidade. Considerados símbolos do atraso por serem frequentados pela gente humilde, foram retirados quando da reforma modernizadora promovida por Pereira Passos no início do século XX. O primeiro mercado municipal teve sua construção iniciada em 1825, projetado pelo francês Grandjean de Montigny, que ficou pronto somente em 1841. Quando Passos iniciou as obras de modernização da cidade, o mercado primitivo (que já havia sido em parte destruído por um incêndio, em 1904) foi demolido e em seu lugar foi levantado um prédio metálico, construído na Inglaterra e na Bélgica e projetado por Alfredo Azevedo Marques. Com cinco torres metálicas que delimitavam seu espaço, hoje resta apenas uma, na qual funciona um restaurante.
Augusto Malta
Praça XV de Novembro
7 de novembro de 1911