Archive/Collection: Madalena Schwartz
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Lygia Fagundes Telles
A escritora Lygia Fagundes Telles nasceu em São Paulo em 19 de abril de 1923, quarta filha de uma pianista e de um advogado que exercia as funções de delegado e promotor público em cidades do interior paulista, razão pela qual a família vivia se mudando quando Lygia era criança. Ouvindo histórias contadas por pajens e outras crianças, a menina começa a escrever seus próprios contos e histórias que contaria em reuniões familiares. Seu primeiro livro de contos (chamado "Porão e Sobrado") foi lançado em 1938, numa edição paga por seu pai, e na época assinava apenas Lygia Fagundes. No ano seguinte ela termina o ensino fundamental e em 1940 ingressa na Escola Superior de Educação Física ao mesmo tempo que freqüenta o curso pré-jurídico, preparatório para a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco. Em 1941, já no curso de Direito, freqüenta as rodas literárias espalhadas por cafés e livrarias próximas à faculdade, e foi numa delas que conheceu os escritores Mário e Oswald de Andrade e o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes, entre outros. Nessa época também começa a colaborar em jornais publicados na faculdade. Seu segundo livro de contos é publicado em 1944, e o terceiro somente em 1979, três anos depois de terminar o curso de Direito. Em 1950 casa-se com o jurista e deputado federal Goffredo da Silva Telles Jr., seu ex-professor na faculdade, e logo muda-se para o Rio de Janeiro. Em 1952, já de volta a São Paulo, escreve seu primeiro romance, "Ciranda de pedra". Em 1960 separa-se do marido, e mais tarde casa-se novamente com Paulo Emílio Salles Gomes. Ao mesmo tempo que trabalhava com procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, Lygia continuava sua produção literária, com enorme sucesso e vencendo os mais importantes prêmios do país, como o da Academia Brasileira de Letras, o Jabuti e o da Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1982 é eleita para a Academia Paulista de Letras, e em 1985 para a Academia Brasileira de Letras. Suas obras foram ainda adaptadas, algumas pela própria escritora, para programas de televisão e para o cinema.
Madalena Schwartz
Brasil
1983