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Homens em frente a tapumes no bairro da Lapa
Arquivo/Coleção: José Medeiros
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Homens em frente a tapumes no bairro da Lapa
Em meados do século XVIII a Lapa era uma praia, conhecida como das Areias de Espanha. A explicação para o nome não é muito clara, mas alguns pesquisadores sustentam que poderia se referir à semelhança das areias cariocas com a areia das praias espanholas. Entre a praia e um morro próximo, chamado das Mangueiras, havia apenas um campo despovoado, e foi aí que o padre Ângelo Siqueira Ribeiro do Prado começou a levantar em 1751 um seminário e uma capela em louvor à Nossa Senhora da Lapa. Padre Ângelo faleceu no início do século XIX e então a capela foi cedida, em 1810, aos frades carmelitas, desde 1808 desalojados do convento construído por eles, localizado em frente ao Paço Imperial e então ocupado pela rainha D. Maria I, a Louca. Os carmelitas então ampliaram o seminário e transformaram a capela em igreja, colocando no altar-mor a imagem da padroeira num camarim talhado por Mestre Valentim. A capela vizinha ao seminário, datada de 1773, pertence à Irmandade do Divino Espírito Santo, que promovia grandes festas que mobilizavam toda a cidade. O Largo primitivo passou a chamar-se da Lapa na época de D. João VI. O bairro, aliás, havia sido batizado Lapa do Desterro por ter nascido à sombra do Morro do Desterro, que foi renomeado Morro de Santa Teresa. A despeito de toda atmosfera religiosa na qual surgiu, a Lapa ficou mais conhecida como um bairro boêmio, com uma intensa vida noturna. Se antes era ponto de encontro de malandros e jogadores nos inúmeros cabarés das redondezas, hoje abriga casas de espetáculos e bares que atraem principalmente a juventude da cidade.
José Medeiros
Lapa
circa 1955

Rua de pedestres e embarcações em Belém do Pará
Arquivo/Coleção: José Medeiros
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Rua de pedestres e embarcações em Belém do Pará
Rua de pedestres e embarcações na cidade de Belém. A capital do Pará foi fundada em 12 de janeiro de 1616 pelo explorador português Francisco Caldeira Castello Branco, que desembarcou na região da Cidade Velha (hoje um dos bairro da cidade) comandando uma missão religiosa e militar. O objetivo da expedição era conquistar a foz do rio Amazonas. Belém era considerada um importante marco estratégico para a coroa portuguesa.
José Medeiros
Belém
s.d.

Chegada dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira, vindos da Europa
Arquivo/Coleção: José Medeiros
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Chegada dos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira, vindos da Europa
A Força Expedicionária Brasileira, FEB, foi criada e enviada à Itália para combater o Eixo já no fim da Segunda Guerra Mundial. Subordinado ao V Exército americano, comandando pelo General Mark Clark, a FEB contou com um efetivo de pouco mais de 25 mil homens sob o comando do General Mascarenhas de Moraes. O objetivo principal dos aliados na Itália era manter os exércitos alemães e italianos sob pressão, para que o Eixo não deslocasse as tropas para a França, onde seriam travadas as batalhas finais da guerra. A FEB foi bem sucedida ao tomar as posições alemães em Monte Castelo, Castelnuovo e Montese. As hostilidades em terreno italiano cessaram em 2 de maio de 1945, com a capitulação da última tropa alemã. O envio da FEB e envolvimento do Brasil na guerra visavam, por parte do governo brasileiro, a um lugar de destaque na construção da nova ordem mundial. Deste modo, o país pleiteou, sem sucesso, um assento permanente no conselho de segurança da ONU, conseguindo com muito esforço um assento não-permanente no mesmo conselho. Apesar disso, o retorno dos pracinhas ao Brasil foi festejado por muitos brasileiros e sem dúvida a volta dos soldados precipitou a queda de Getúlio Vargas, que não havia conseguido conter os efeitos da contradição de ter lutado ao lado das democracias e internamente manter uma ditadura.
José Medeiros
Centro
1945