Arquivo/Coleção: Pedro Corrêa do Lago
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Aterrado, Fábrica de Gás e Corcovado ao fundo
No caminho para o Engenho Velho havia o extenso Mangal de São Diogo, que impedia a passagem direta para o norte; o único caminho possível era através de Mata-Cavalos, atual Rua do Riachuelo. O Mangal era uma baixada arenosa, de mangues, formada por diversos rios e um braço de mar que se estendia da atual ponte dos Marinheiros até a Praça Onze. O caminho direto começou a ser aberto depois da chegada da família real ao Rio de Janeiro. Em 1835 foi projetado um canal que coletasse a água dos rios que ali desaguavam e para receber a entrada do mar; as obras ficaram prontas em 1860, depois que o Barão de Mauá ganhou uma concessão do Governo Imperial para explorá-las. Estava pronto, assim, o Canal do Mangue. Em 1876 foram feitas limpeza e restauração dos muros e pontes e plantadas palmeiras. Foi também aterrada uma área sobre o mangue, que ficou conhecida como Aterrado. Em 1852 o Barão de Mauá conseguiu uma concessão para instalar uma fábrica de gás para a iluminação pública e doméstica da cidade, que ficou conhecida como "do Aterrado". Além das instalações técnicas, a fábrica possuía ainda moradia para os funcionários, biblioteca, jardins e acomodação para os escravos. O morro que vemos ao fundo da fotografia é o do Corcovado.
Georges Leuzinger
Cidade Nova
circa 1866