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Mercado da Praia do Peixe e, ao fundo, Alfândega
Arquivo/Coleção: Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig
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Mercado da Praia do Peixe e, ao fundo, Alfândega
A praia do Peixe ia originalmente do bairro da Misericórdia até o Arsenal. Depois de construído o cais que seria chamado Pharoux (onde hoje é a Praça XV), ficou limitado ao trecho entre o Largo do Paço e a Alfândega. Foi ali que apareceu o primeiro mercado da cidade, inicialmente ao relento e depois abrigado numa ampla casa desenhada por Grandjean de Montigny. Ao lado do mercado havia um cais para a atracação dos barcos peixeiros, construído pelo engenheiro Borja Castro.
Marc Ferrez
Praia do Peixe (região da Praça XV)
circa 1890

Entrada do porto
Arquivo/Coleção: Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig
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Entrada do porto
O porto de Recife se confunde com a história da própria cidade nordestina. Fundado no marco zero da cidade onde atualmente se localiza a praça Rio Branco. É considerado o principal porto marítimo do nordeste brasileiro.
Marc Ferrez
Bairro de Recife
circa 1875

Cametá, às margens do rio Tocantins
Arquivo/Coleção: Leibniz-Institut für Länderkunde, Leipzig
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Cametá, às margens do rio Tocantins
Cametá, localizada na margem esquerda do rio Tocantins, tem sua origem por volta de 1620, quando o povoado que daria início à cidade foi fundado pelo frade capuchinho Cristóvão de São José. O frade dedicava-se à catequese da etnia Camutá, povo habitante da região, e segundo historiadores, seu trabalho de evangelização provocou a transferência dos índigenas para o lugar onde havia sido erguida uma ermida. A partir daí, o povoado atingiu uma maior dinâmica, social e econômica, configurando um núcleo que ficou conhecido como Camutá-tapera. Em 1713 Cametá foi reconhecida como Vila, e elevada à cidade em 1848.
Autoria não identificada
Cametá
circa 1875

Mercado da Praia do Peixe; ao fundo, o Hotel Machado, na Rua do Ouvidor com a Rua Clapp (atual Orla Prefeito Luiz Paulo Conde)
Archive/Collection: Pedro Corrêa do Lago
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Mercado da Praia do Peixe; ao fundo, o Hotel Machado, na Rua do Ouvidor com a Rua Clapp (atual Orla Prefeito Luiz Paulo Conde)
Juan Gutierrez
Praça XV de Novembro ; Centro
circa 1892

Mercado da praia do Peixe
Archive/Collection: Gilberto Ferrez
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Mercado da praia do Peixe
Marc Ferrez
Centro
circa 1890

Largo São Francisco de Paula
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Largo São Francisco de Paula
Marc Ferrez
Largo São Francisco de Paula ; Centro
1885

Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham em terreiro de secagem de café
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham em terreiro de secagem de café
O trabalho escravo e o café eram os dois grandes pilares que sustentavam o Império do Brasil. A escravidão só foi abolida em 1888, sob forte pressão dos grupos abolicionistas e dos próprios escravos, que por meio da fuga, resistência mais recorrente no final do século, minavam pouco a pouco a exploração da sua própria força de trabalho..As fotografias de Ferrez no terreiro de secagem da fazenda Monte Café, assim como outras imagens de trabalhadores escravizados em diversas fazendas, vem sido discutidas recentemente por historiadores e cientistas sociais. Há consenso entre eles ao apontar para o apaziguamento da violência da escravidão nessas fotografias. Ferrez realizou essas imagens por encomenda dos donos das fazendas, e do Centro da Lavoura e do Comercio, entidade dos senhores do café que, entre outros, organizava a propaganda do café brasileiro no exterior, por meio da participação em feiras e eventos mundiais e universais. A composição das fotografias, possivelmente organizada por Ferrez em busca de uma aparente imagem de eficiência e modernidade no trabalho das fazendas, busca de fato apagar as marcas da escravização, base da economia do café e da riqueza dos fazendeiros.
Marc Ferrez
Fazenda Monte Café ; Vale do Paraíba
circa 1882

Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham em terreiro de secagem de café
Archive/Collection: Gilberto Ferrez
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Homens, mulheres e crianças, possivelmente escravizados, e o administrador (ou feitor) trabalham em terreiro de secagem de café
A Fazenda Monte Café, na freguesia de Aparecida, em Sapucaia, era uma grande propriedade, com mais de mil alqueires de terras, onde trabalhavam mais de duzentos cativos. Seus proprietários iniciais, o coronel Inacio Gabriel Monteiro de Barros e sua mulher, dona Alda Romana de Oliveira Arruda frequentavam as altas esferas sociais da Corte. Após ficar viúva, dona Alda Romana continuou administrando a fazenda, até transferir a tarefa para seu filho, o Dr. Braz Monteiro de Barros e mudar-se para Paris. Com a iminência do fim da escravidão, em 1882, o Dr. Braz importou 50 famílias de colonos dos Açores para o trabalho nas lavouras de café, mas sua empreitada parece não ter sido bem sucedida, pois em pouco tempo boa parte dos colonos havia abandonado o trabalho. Em abril de 1888, poucos dias antes da proclamação da Lei Áurea, o Dr. Braz anunciou na imprensa ter dado a alforria aos 218 escravizados de sua propriedade e estar disposto a pagar salários aos que quiserem ficar trabalhando na fazenda. A propriedade foi vendida à Companhia Brasileira Torrens em 1890.
Marc Ferrez
Fazenda Monte Café ; Vale do Paraíba
circa 1882

Estrada de Ferro Minas and Rio Railway, Inauguração do túnel da Mantiqueira com a presença do Imperador Pedro II e comitiva, Km 23
Arquivo/Coleção: Gilberto Ferrez
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Estrada de Ferro Minas and Rio Railway, Inauguração do túnel da Mantiqueira com a presença do Imperador Pedro II e comitiva, Km 23
A ferrovia também era conhecida como Estrada de Ferro Rio Verde. Ferrez fotografoi a ferrovia em pelo menos duas ocasiões. Quando estava em construção e posteriormente, quando finalizada no trecho entre Cruzeiro e Três Corações, entre 1881 e 1884
Marc Ferrez
Passa Quatro
1882