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Gregório Bezerra, preso político
Arquivo/Coleção: José Medeiros
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Gregório Bezerra, preso político
Gregório Bezerra nasceu na cidade de Panelas de Miranda, Pernambuco, em 13 de março de 1900. Filho de lavradores, ficou órfão aos 8 anos. Seu interesse pela política surgiu quando era ainda jovem. Numa greve em 1917, Gregório juntou-se a trabalhadores para reivindicar jornada de trabalho de 8 horas e lutar em favor da Revolução Bolchevique na Rússia. O episódio lhe rendeu uma acusação de perturbação da ordem pública que o manteve na prisão por cinco anos. Em 1922 alistou-se no Exército e, disposto a entrar para a Escola de Sargentos - o que ocorreu em 1929 -, decide se alfabetizar. Em 1930 ingressou no Partido Comunista e dois anos depois recebeu a missão de comandar um exército de analfabetos e flagelados da seca, que combateu os paulistas na Revolução Constitucionalista. Integrante da Aliança Nacional Libertadora, foi incumbido de deflagrar o movimento revolucionário no Recife, o que lhe valeu mais uma vez ordem de prisão. Por sua ligação a movimentos comunistas, foi condenado a 27 anos de prisão. Em 1942 foi transferido para o presídio da Ilha Grande e, no ano seguinte, foi enviado para o presídio Frei Caneca, ambos no Rio, e foi neste último que conheceu Luiz Carlos Prestes. Solto em 1945, recebeu do PCB a tarefa de reorganizar o partido em Pernambuco. Nas eleições de dezembro do mesmo ano foi eleito deputado federal para a Assembléia Nacional Constituinte, mas teve o mandato cassado em 1947, quando o partido foi colocado na ilegalidade. No ano seguinte foi preso por ordem do presidente Eurico Gaspar Dutra, acusado de incendiar um quartel em João Pessoa, Paraíba, e depois de dois anos foi absolvido. Continuou a militância política, mas já na ilegalidade, e foi mais uma vez detido, em 1957, pela participação nas Ligas Camponesas e na formação de sindicatos rurais. Ainda ligado ao movimento camponês e ao partido comunista, viajou para a China e União Soviética. A partir de 1964, com o golpe militar, Gregório foi mais uma vez processado e acusado de crime contra a pátria e de subversão. Foi libertado em 1969, tendo sido trocado junto com outros presos políticos pelo embaixador norte-americano Charles Elbrick, que havia sido seqüestrado. Foi enviado para o México, Cuba e União Soviética, onde tratou de sua debilitada saúde. De volta ao país em 1979, beneficiado pela Anistia, desligou-se do PCB por divergências internas, mas declarou manter-se fiel ao marxismo-leninismo. Em 1982 foi candidato a deputado federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Pernambuco, ficando apenas como suplente. Faleceu em São Paulo em 21 de outubro de 1983.
José Medeiros
João Pessoa
1949

Breve diário do apodrecimento;-;-;-;-;-;-;-;-;Bandeira do Brasil;-;-;-;Bob confirma alinhamento;O príncipe e o sabiá;-;O braço direito: dossiê (Ataque pelo Paulino à tenda espírita...);-;-;-;-;O braço direito: dossiê (Ver nota João Batista...);-;-;-;-;-;Aiii;-;A boca do inferno;-;Namorado morto;-;-;-;-;-;Irmão casa burguesa;-;-;-;-;A gente não muda;-;Alô, alô, carnaval;-;-;-;-;-;-;-;-;-;A monja;-;Como é q v. vai lá...;-;-;A avareza começa...;-;-;-;-;-;-;-;-;-;Ilha, crise, união;Ontem, dia 29.9.79...;-;-;-;Os sertões/Os heréticos e os relapsos...;-;-;-;-;-;-;-;-;-;A remota e duvidosa vaquinha;-;-;Qual o tipo físico de mulher de sua preferência?;Convidado a falar numa reunião...;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;-;O braço direito;Paris: ida e volta;Língua legal;Sete vezes sete;Medo;Un pueblo en España;Eu estou muito velha?...;O braço direito: dossiê (Consilium abeundi...);[Menino ande descalço...];Cadeia da infelicidade;O braço direito: dossiê (BD: Bucho de bode (apelido));Mas te revoltas num íntimo movimento...;Nome: Olandina. Apelido: Lanlã. Por que?...;Perna: caminhonete. Ney Maranhão:...;Medo de sumir no...;O mundo é velho. Novo é o olhar...;Cafuita, marido da Conceição...;Não me precipito do alto de minha loucura...;Botafogo - Rua General Dionísio, 53;[Fotografia];A arte e o rufianismo;A confissão da dor;A espera imóvel;A literatura tem refletido bem a realidade brasileira?;A morte de um idiota;A palavra de Alceu nos anos difíceis;A última lição de Edmundo Lins;Abertura de boca fechada;Arachibutyrophobia;As entranhas do bicho Brasil;Assaltada casa de Otto Lara;Autran Dourado;Brasil não controla dólares em passeio turístico;Texto sobre Jornal do Brasil;Carta a Lucio Rangel;O poeta se volta para o mundo;Subway;Artigo de poesia /Entreato (Verão no Rio)
Arquivo/Coleção: Otto Lara Resende (OLR)
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As entranhas do bicho Brasil
Artigo
Otto Lara Resende
Rio de Janeiro
25 de novembro de 1979

O poeta e o poder;Otto Lara Resende interpreta Elis, um sucesso de corpo inteiro;Quatro poemas em prosa;Solução britânica;Lobato e o cinema;Cidadãos amestrados e cães democráticos;Uma velha revista nova;O defunto vai bem, obrigado;Sugestão de um patriota empírico;Loucos de todo gênero;O fio da meada;Do acadêmico Otto Lara Resende para Leo Gilson;Palíndromo e capicua;In cassum frustraque;Cai, cai balão;Fábrica de não, medo e silêncio;Calça de veludo à vista;Luz sob o eclipse;Com Hamilton, amigo de Jackson;Vem aí a República;O homem, este personagem;Em cena a palavra;Da maledicência nos cabeleireiros;Pecadora imaculada;Sarney pede estudos para melhorar ensino da língua;Jaratataca;Machado, Galante, Jardim;Começos: ontem e hoje;Sempre houveram;Lazer criativo;Testamento do desencantado;Morra Ouro Preto;De rei a rei;O vandalismo fascista;Entrada proibida;Gato e rato;Epicédio para uma carta;Ler e escrever;Um artista e um homem do tempo;Um pouco de Costa Rego;Depoimento a contragosto;Ontem, hoje, amanhã;Povo e populismo;Lição de esperança;Idiotas impunes;O aéreo prazer do texto;Depressa, um albornoz para o Brasil;Os caminhos da providência;Escandinávia: quatro países numa só lição de cultura;A graça de esquecer;Cansado como um rio;Carinhoso;Carta a uma moça teimosa;Cena e contracena;Certo de que ali estava uma consciência moral;Cineminha de segunda-feira;Confissões de uma gorda;Conversinha pogonológica;Coreografia da violência;Crônica aérea com desfecho antecipado;Cruéis dominadores (The whip hand);Cuidado: todos somos índios;Da arte de por títulos;De sol a sol;Eles sabem o que fazem;Encanto e engasgo;Errata dominical;Escrever perigosamente;Estado Novo, velha desculpa;Festa no formigueiro;Glauber e Otto;Hoje o verbete é automóvel;Imaginação e realidade;Já matou seu comunista hoje?;Livraria antigamente;Nosso irado e terno amigo;Nota internacional;O lado oculto da gruta;O mal das grades;O muro não é mineiro;O novo brado retumbante;O poder militar no Brasil;O policiado caminho da oclocracia;O quatriênio e o cesto;O tranquilo horizonte do convívio;O voo atropelado;Papo de sumiço;Poetas não sonham;Portugal: um murro no coração;Quanto custa ser brasileiro;Rabo de papel;Retorno ao amanuense;Sete vezes sete;Simples registro;Só um pedido: andem ligeiro;Tarzan e a fúria selvagem;Tem uma pedra no meio do caminho;Uma certa ideia da França;Valsa dos quinze anos, capítulo dezessete;Pretensão à parte;Rondó do tempo sem tempo
Arquivo/Coleção: Otto Lara Resende (OLR)
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Luz sob o eclipse
Artigo
Otto Lara Resende
Rio de Janeiro
30 de outubro de 1983