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"Juca Pato" sendo desenhado por Belmonte
Arquivo/Coleção: Hildegard Rosenthal
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"Juca Pato" sendo desenhado por Belmonte
Benedito Carneiro Bastos Barreiro, mais conhecido como Belmonte, nasceu em 1896 no bairro da Liberdade, em São Paulo. Jornalista e caricaturista, atuou na imprensa brasileira entre as décadas de 1920 e 1940. Um dos seus personagens mais famosos era o "Juca Pato", criado em 1925 quando o desenhista trabalhava na Folha da Noite como ilustrador. Belmonte faleceu na capital paulista em 1947.
Hildegard Rosenthal
Brasil
circa 1942

Grupo de artistas no atelier Osirarte. À esquerda, Alfredo Volpi, no centro Rossi Osir e à direita Hilde Weber.
Arquivo/Coleção: Hildegard Rosenthal
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Grupo de artistas no atelier Osirarte. À esquerda, Alfredo Volpi, no centro Rossi Osir e à direita Hilde Weber.
O ateliê e fábrica de azulejos Osirarte foi aberto em 1940 por Paulo Rossi Osir, lá reuniam-se artistas como Alfredo Volpi, Mario Zanini e Cândido Portinari, que se dedicavam a pesquisar técnicas de esmalte, pintura e temperatura de queima dos azulejos. Osir nasceu em São Paulo, filho de uma francesa com um italiano, circulou entre a intelectualidade brasileira, entre os quais, modernistas e o grupo Santa Helena, este último envolvido com temas urbanos e técnicas artesanais como a azulejaria. O ateliê funcionou até a morte de seu fundador, em 1959.
Hildegard Rosenthal
São Paulo
circa 1944

Alfredo Volpi, pintando azulejos no ateliê da Osirarte
Arquivo/Coleção: Hildegard Rosenthal
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Alfredo Volpi, pintando azulejos no ateliê da Osirarte
O pintor Alfredo Volpi nasceu em Lucca, Itália, em 1896, e veio para o Brasil ainda pequeno com a família, estabelecendo-se em São Paulo. Trabalhou como operário, pintor e decorador de paredes, ornamentando murais, frisos e florões em salões dos palacetes da época. Autodidata, fez sua primeira obra em 1914. Até a década de 1930 sua pintura caracterizava-se pela aproximação naturalista das formas e cores, tendo ainda um toque impressionista. Depois de 30 sua obra ganhou contornos da arte popular. Em 1925 iniciou sua participação em mostras coletivas, em 1939, após uma visita a cidade de Itanhaém, iniciou a famosa série de marinhas. Numa visita à Itália em 1950 ficou seduzido pela arte gótica. A partir daí, foi substituindo gradativamente o óleo pela têmpera, iniciando uma fase construtivista. Volpi foi ganhador de alguns prêmios em bienais de arte que lhe trouxeram o reconhecimento nacional. Faleceu em São Paulo em 1988.
Hildegard Rosenthal
São Paulo
circa 1942

Hilde Weber, à esquerda, no atelier Osirarte
Arquivo/Coleção: Hildegard Rosenthal
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Hilde Weber, à esquerda, no atelier Osirarte
Hilde Weber nasceu em Waldau, na Alemanha, em 1913. Estudou na Escola de Belas Artes de Hamburgo e veio para o Brasil em 1933 para reencontrar seu pai, que chegou ao país após a Primeira Guerra Mundial. Logo começou a trabalhar como chargista nos Diários Associados e entrou em contato com artistas do grupo Santa Helena. Em 1940 começou a trabalhar na Osiarte, onde permaneceu até 1949. No ano seguinte mudou-se para o Rio de Janeiro a convite de Carlos Lacerda, passando a trabalhar na Tribuna da Imprensa. Com a venda do jornal, a artista volta definitivamente para São Paulo em 1962, indo trabalhar no jornal O Estado de São Paulo. Hilde foi uma notável chargista e baseava seu trabalho principalmente nos acontecimentos políticos do país. Faleceu em 1994, na capital paulista.
Hildegard Rosenthal
São Paulo
circa 1944

Barão de Itararé, Apparício Torelli
Arquivo/Coleção: Hildegard Rosenthal
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Barão de Itararé, Apparício Torelli
Apparício Torelli, o Barão de Itararé, nasceu em 29 de janeiro de 1895 na cidade de Rio Grande (RS). Jornalista e escritor, é considerado pioneiro no humorismo político no país, Torelli chegou ao Rio em 1925 e foi trabalhar no jornal "O Globo" com seu fundador, Irineu Marinho. Com a morte de Marinho, nesse mesmo ano, foi convidado por Mário Rodrigues para ser colaborador do jornal "A Manhã". O famoso personagem “Barão de Itararé” nasceu na revolução de 1930, nas páginas de "A Manhã", por conta de uma batalha que não houve na cidade de Itararé, na divisa de São Paulo com o Paraná. Na batalha, que seria "a mais sangrenta da América do Sul", tropas fiéis à Washington Luís enfrentariam as da Aliança Liberal, comandadas por Getúlio Vargas, que vinha do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro, então capital federal, para tomar o poder. No entanto, um acordo foi feito e o conflito não aconteceu. Apparício então se declarou Duque, o herói do combate inexistente, mas passou a Barão pouco depois como prova de humildade. Torelli colaborou também com outros jornais, como a "Folha do Povo", a convite de Luís Carlos Prestes, e "Última Hora". Foi ainda deputado pelo PCB, até o partido ter o registro cassado e morou por dois anos em São Paulo na década de 1950, quando reeditou pela última vez "A Manhã". O jornalista faleceu no Rio de Janeiro em 1971, aos 76 anos.
Hildegard Rosenthal
Brasil
circa 1945

Menino jornaleiro – fotomontagem
Arquivo/Coleção: Hildegard Rosenthal
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Menino jornaleiro – fotomontagem
Menino jornaleiro sobreposto à edifícios do centro da cidade.
Hildegard Rosenthal
Centro
1940

Jorge Amado
Arquivo/Coleção: Hildegard Rosenthal
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Jorge Amado
Filho de fazendeiros de cacau, Jorge Amado nasceu no dia 10 de agosto de 1912 numa fazenda no município de Itabuna, sul da Bahia. Passou a infância em Ilhéus e foi em Salvador que terminou o curso secundário. Seu primeiro romance, "O país do carnaval", foi lançado em 1931. Dois anos depois Jorge casou-se com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, mas o casamento durou pouco. Nesse mesmo ano de 1933 publicou "Cacau", sua segunda obra. Mudou-se para o Rio de Janeiro e em 1935 terminou a Faculdade Nacional de Direito. Militante comunista, foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que fez longa viagem pela América Latina. De volta ao Brasil em 1945, e já separado de Matilde, casou-se com a também escritora Zélia Gattai. Ativo participante do cenário político brasileiro, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), sendo o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Em sua carreira como deputado foi o autor da lei, ainda em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Em 1947 o Partido Comunista foi posto na ilegalidade e Jorge, junto com a família, de novo exilou-se, dessa vez na França, onde ficou até ser expulso em 1950. Mudou-se então para a Tchecoslováquia, permanecendo até a volta para o Brasil, em 1952. Em 1955 abandona a vida política para dedicar-se somente à literatura, sempre com muito sucesso. Seus livros foram publicados em mais de 50 países, além de terem sido adaptados para o cinema, teatro e televisão. Entre suas obras de maior sucesso, destacam-se: "Jubiabá", "Mar morto", "Capitães da Areia", "Gabriela Cravo e Canela", "Tieta do Agreste" e "A Morte e a Morte de Quincas Berro D'água". O escritor morreu em Salvador em 6 de agosto de 2001.
Hildegard Rosenthal
São Paulo
1941

Lasar Segall, em frente à obra "Navio de Imigrantes"
Arquivo/Coleção: Hildegard Rosenthal
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Lasar Segall, em frente à obra "Navio de Imigrantes"
O pintor, desenhista, gravador e escultor Lasar Segall nasceu em Vilna, capital da Lituânia, em 1891. Foi discípulo de Antokolski, considerado um dos maiores escultores russos do século 19. Aos 15 anos foi para Berlim cursar a Academia Imperial de Belas Artes e em 1913 veio ao Brasil pela primeira vez, expondo nas cidades de Campinas e São Paulo, no ano seguinte, já de volta à Europa, foi levado para um campo de concentração, experiência que seria representada em alguns de seus quadros. Segall instalou-se definitivamente no Brasil no início dos anos 1920, naturalizando-se em 1925, ao se casar com uma brasileira. Foi um dos nomes importantes do movimento modernista e fundou a Sociedade Paulista de Arte Moderna em 1932. Considerado um mestre do Expressionismo, Segall faleceu em São Paulo em 1957.
Hildegard Rosenthal
Vila Mariana
circa 1941

Lasar Segall pintando Lucy Citti Ferreira
Arquivo/Coleção: Hildegard Rosenthal
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Lasar Segall pintando Lucy Citti Ferreira
O pintor, desenhista, gravador e escultor Lasar Segall nasceu em Vilna, capital da Lituânia, em 1891. Foi discípulo de Antokolski, considerado um dos maiores escultores russos do século 19. Aos 15 anos foi para Berlim cursar a Academia Imperial de Belas Artes e em 1913 veio ao Brasil pela primeira vez, expondo nas cidades de Campinas e São Paulo, no ano seguinte, já de volta à Europa, foi levado para um campo de concentração, experiência que seria representada em alguns de seus quadros. Segall instalou-se definitivamente no Brasil no início dos anos 1920, naturalizando-se em 1925, ao se casar com uma brasileira. Foi um dos nomes importantes do movimento modernista e fundou a Sociedade Paulista de Arte Moderna em 1932. Considerado um mestre do Expressionismo, Segall faleceu em São Paulo em 1957.
Hildegard Rosenthal
Vila Mariana
circa 1940