Planejamento de evento literário em conjunto com Mauro Borja Lopes. Enumeração de possíveis figuras públicas para serem abordadas no evento. Comentários sobre Jesus Cristo, Napoleão I, Honoré de Balzac e Mario Quintana. Considerações a respeito do critério de seleção de figuras públicas para o evento. Pedido de considerações a respeito da seleção
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Sermão da Montanha, Brasil, São Paulo - SP, Estados Unidos
Fotocópia de datiloscrito.
Há pessoas cujo nome citado está parcialmente identificado: Armando.
Poeta que escreveu versos desde a infância, Mario Quintana nasceu em Alegrete (RS), em 30 de julho de 1906. Em 1924, começou a trabalhar na Livraria do Globo, em Porto Alegre, inicialmente na função de desempacotador de livros, anos depois como colaborador da Revista do Globo, e mais tarde, em 1934, estreou como tradutor na editora gaúcha. Ali foi o tradutor de autores como Proust e outros de peso equivalente, sem desdenhar dos escritores menores, que traduziu com dedicação. Em 1926, Quintana estreou com o conto “A sétima personagem”, publicado no Diário de Notícias, de Porto Alegre. No ano seguinte a revista carioca Para Todos, publicou um poema seu. Ainda no ano de 1934, iniciou colaboração, que se revelaria longa, no Correio do Povo, de Porto Alegre. Em 1940, publicou, pela Globo, seu primeiro livro: a coleção de 35 sonetos intitulada A roda dos cataventos. Com textos curtos e poéticos publicados na coluna “Do Caderno H”, iniciou, em 1945, colaboração na revista Província de São Pedro. Muitos textos nesse estilo seriam publicados ao longo de sua fiel colaboração no Correio do Povo. Em 1946, publicou o segundo livro de versos, Canções. A este livro se seguiu Sapato florido, de 1948, com prosa poética e alguns aforismos. Em 1950, publicou O aprendiz de feiticeiro, e no ano seguinte, Espelho mágico. Mario Quintana morreu em 5 de maio de 1994, em Porto Alegre.
O Arquivo Paulo Mendes Campos chegou ao Instituto Moreira Salles em 2011, com organização feita pelo autor, que o ordenou de acordo com sua prática intelectual ou seu gosto pessoal por esporte, música etc. Posteriormente o arquivo foi descrito em arranjo adotado pela Coordenadoria de Literatura do IMS, registrada a organização original do autor. Conserva numerosos cadernos com anotações diversas, rascunhos de poemas, de traduções, notas de leitura, de reflexões e observações gerais. Contém originais do autor e de outros escritores, além de correspondência, desenhos, fotografias, recortes de jornal e de revista, em especial de suas crônicas publicadas na imprensa.
O IMS não detém os direitos patrimoniais de autor e os direitos de uso de imagem do(s) retratado(s) nos documentos deste arquivo.