Título: Esquina da rua Direita com praça da Sé. Em destaque, fachada da Casa Baruel, farmácia e perfumaria.
Título: Esquina da rua Direita com praça da Sé. Em destaque, fachada da Casa Baruel, farmácia e perfumaria.
Detalhes
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Hildegard Rosenthal
Hildegard Rosenthal > Esquina da rua Direita com praça da Sé. Em destaque, fachada da Casa Baruel, farmácia e perfumaria.
Esquina da rua Direita com praça da Sé. Em destaque, fachada da Casa Baruel, farmácia e perfumaria.
(Título atribuído)
Hildegard Rosenthal (Autoria)
circa 1942(Data de produção)
1937 - 1947(Datas-limite)
A Rua Direita, cujas casas comerciais se vê na imagem, levava ao Largo da Sé, era uma das principais ruas de São Paulo e possuía numerosas casas comerciais no século 19. Fazia parte, junto com as ruas São Bento e 15 de Novembro, de uma região conhecida como Triângulo, considerada o local de nascimento da cidade. Foi chamada rua Direita porque era o "caminho direito" entre a Sé e o despenhadeiro do Anhangabaú, também já havia se chamado Direita de Santo Antônio e Direita da Misericórdia.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
3,6(altura) x 2,4(largura)(imagem)
Externa, Retrato, Vertical, Cena de rua, Diurna, Comércio / Serviços, Pessoas, Arquitetura, Rua Direita (São Paulo)
Lago, P.Militão, p.80; http://sampacentro.terra.com.br/historico
A alemã Hildegard Rosenthal veio para o Brasil em 1937 para escapar do Terceiro Reich que ameaçava a integridade de sua família, já que seu marido era judeu. Estudante de Pedagogia, seu interesse pela fotografia despertou na juventude quando cursou em Frankfurt as aulas de Paul Wolff, além de ter freqüentado o instituto Gaedel, onde aprendeu as operações químicas básicas para o processamento de filmes e papéis. Seu primeiro emprego no Brasil foi na Kosmo Foto, empresa de comércio e serviços fotográficos, mas foi na Press Information que ela pôde realizar seu trabalho. A Press Information era uma pequena agência de notícias que tinha por objetivo fornecer, para publicações no exterior, material sobre determinados temas da realidade brasileira, mas veiculava notícias para dentro do país também, publicando-as, por exemplo, no Estado de S. Paulo e em A Gazeta, entre outras. A cidade de São Paulo foi um tema recorrente na obra de Hildegard, fotografando seus transeuntes e moradores, como também seus edifícios e suas ruas. Por conviver com a alta intelectualidade brasileira, tem retratos importantes de artistas, literatos e pintores do Brasil. Sua obra inaugura um estilo de fotorreportagem no país.
Instituto Moreira Salles
