Title: O pintor Rebolo e sua filha Lisbeth
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O pintor Rebolo e sua filha Lisbeth
(Título atribuído)
Alice Brill (Autoria)
circa 1951(Data de produção)
1950 - 1952(Datas-limite)
Francisco Rebolo Gonsales e Lisbeth Rebollo Gonçalves, em sua residência no Morumbi (atual rua D.Paulo Pedrosa). Rebolo nasceu em São Paulo, filho de imigrantes espanhóis em 1902 e faleceu em 1980 também em São Paulo. Pintor e gravador, iniciou seus estudos em artes na escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aula de desenho com o professor Barquita, entre 1915 e1917. Aos 14 anos trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente, à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, monta ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transfere seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando inicia-se na pintura, e em 1935 partilha seu ateliê com Mario Zanini. Sua filha, Lisbeth Rebollo Gonçalves, nasceu em outubro de 1946. As imagens são da antiga residência de Rebolo no Morumbi, na Rua B (atual Rua Paulo Pedrosa).
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(height) x 6(width)(dimensão total)
Externa, Diurna, Pessoas, Arte
Alice Brill nasceu em Colônia, na Alemanha, em 1920. Assim como outros alemães, sua família emigrou para o Brasil em 1934, com o intuito de escapar do regime nacional socialista de Hitler. Artista plástica, gravadora, ensaísta, fotógrafa, e ainda educadora, Alice dedicou sua vida a expressão artística. Seu primeiro contato com a arte foi através de Paulo Rossi Osir, que acabou se tornando seu primeiro mentor e mestre junto ao Grupo Santa Helena. Aprimora seu olhar artístico indo estudar por dois anos nos EUA, participando de cursos na University of New Mexico e também em The Art Students League, em Nova York. Ao retornar, a artista alemã continua seus estudos na PUC-SP, ao cursar a graduação e pós-graduação, obtendo os títulos de mestre pela faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, e de doutora, pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Como fotógrafa, é contratada para a revista Habitat, por onde faz uma reportagem importante sobre os índios Carajá da Ilha do Bananal, no Mato Grosso. A pedido de Pietro Maria Bardi, realiza um ensaio fotográfico sobre São Paulo e o interior do Estado. Ao longo de sua vida participou de diversas exposições, e teve suas fotografias apreciadas em muitos livros. Em 1988, publicou o livro Da Arte e da Linguagem, uma coletânea de artigos impressos no jornal O Estado de São Paulo. Dois anos depois, em 1990, publicou o seu premiado livro Samson Flexor - do figurativismo ao abstracionismo. Em 2005, além de participar da exposição São Paulo 450 anos: a imagem e a memória da cidade no acervo do Instituto Moreira Salles, em Poço de Caldas, recebe homenagem pelo conjunto de sua obra da Associação Brasileira dos críticos de Arte (ABCA). No mesmo ano, o IMS celebra os 85 anos da artista, promovendo uma exposição individual com imagens da fotógrafa apresentadas em diversos centros culturais do país.
Alice foi casada com Juljan Czapski, com quem teve os filhos Inês, Cláudio e Sílvia.
Alice foi casada com Juljan Czapski, com quem teve os filhos Inês, Cláudio e Sílvia.
Instituto Moreira Salles
