Título: Fazenda Cachoeira Grande - terreiro de secagem de café
Detalhes
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Gilberto Ferrez
Gilberto Ferrez > NEGATIVOS DE VIDRO > 18x24 > Fazenda Cachoeira Grande - terreiro de secagem de café
Recolha de Café
(Título original)
Fazenda Cachoeira Grande - terreiro de secagem de café
(Título atribuído)
Marc Ferrez (Autoria)
circa 1890(Data de produção)
1889 - 1895(Datas-limite)
A Fazenda Cachoeira Grande pertenceu a Custódio Ferreira Leite Guimarães, mineiro, que fez fortuna em Barra Mansa como fazendeiro.Nessa localidade foi ainda delegado de polícia e vereador. Casou-se com Izabel Teixeira Leite, pertencente a uma das famílias mais poderosas no Vale do Paraíba, com a qual ele também tinha parentesco. Mudou-se para Vassouras, onde construiu sua fazenda Cachoeira Grande, em 1874, de acordo com o pesquisador Adriano Novaes. Foi notório membro do Partido Liberal, assim como boa parte dos fazendeiros da região, defendendo a liberalidade na economia, mas a manutenção do regime escravista para sustentar seus lucros. Em 1884 foi ainda um dos 15 fundadores do Clube da Lavoura de Barra Mansa, entidade que se opunha ao crescente movimento abolicionista. Custódio faleceu em 26 de fevereiro de 1888. Na ocasião, estava em construção a sede definitiva da fazenda, que ficaria pronta provavelmente no ano seguinte, pois imagens do edifício, realizadas por Ferrez, mostram uma pequena inscrição com a data 1889 sobre o pórtico. É, portanto, provável que as fotografias de Ferrez tenham sido realizadas após o falecimento de Leite Guimarães, e também após a abolição formal da escravidão no Brasil. A Cachoeira Grande foi uma das poucas fazendas que, após a Lei Áurea, permaneceu como propriedade da mesma família, ao menos até a década de 1930
Fotografia publicada no portal Brasiliana Fotográfica.
Negativo - Vidro
GELATINA/ Prata
P&B
18(altura) x 24(largura)(imagem/dimensão total)
Externa, Horizontal, Diurna, Fazendas
Uma imagem do terreiro de café e de um detalhe da construção que se vê no fundo à direita, foi realizada pelo pesquisador norte-americano Stanley J. Stein, durante sua viagem a Vassouras em 1949, que resultou no livro "Vassouras - um Município Brasileiro do Café - 1850-1900" (Nova Fronteira,1990)
Nessa viagem, Stein realizou gravações de jongos, consideradas as mais antigas gravações existentes sobre essa manifestação cultural afro-brasileira surgida no século XIX, trazida por homens e mulheres escravizados da região Congo-Angola
Nessa viagem, Stein realizou gravações de jongos, consideradas as mais antigas gravações existentes sobre essa manifestação cultural afro-brasileira surgida no século XIX, trazida por homens e mulheres escravizados da região Congo-Angola
Caderno sem título (Inventário manuscrito de negativos e fotografias de Marc Ferrez), pg. 017 - "Catalogue des vues 18 x 24 (caixa) nº 50”;
Caderno Catalogue des Négatives, pg. 026 – “Negatifs 18 x 24 (caixa) nº 50”.
Lara, Silvia Hunold, Pacheco, Gustavo (0rg). Memória do Jongo. As gravações históricas de Stanleu J. Stein. Vassouras 1949. Rio de Janeiro: FOlha Seca; Campinas SP; SECULLT, 2007, p. 170
Novaes, Adriano. A paisagem da fazenda cafeeira através da iconografia no século XIX. http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/sistema/wp-content/uploads/2009/11/25_adriano-novaes.pdf
Lima, Roberto Guião de Souza. O ciclo do café Vale-paraibano. http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/sistema/wp-content/uploads/2008/06/ciclo-do-cafe_pg-13-a-39.pdf
Caderno Catalogue des Négatives, pg. 026 – “Negatifs 18 x 24 (caixa) nº 50”.
Lara, Silvia Hunold, Pacheco, Gustavo (0rg). Memória do Jongo. As gravações históricas de Stanleu J. Stein. Vassouras 1949. Rio de Janeiro: FOlha Seca; Campinas SP; SECULLT, 2007, p. 170
Novaes, Adriano. A paisagem da fazenda cafeeira através da iconografia no século XIX. http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/sistema/wp-content/uploads/2009/11/25_adriano-novaes.pdf
Lima, Roberto Guião de Souza. O ciclo do café Vale-paraibano. http://www.institutocidadeviva.org.br/inventarios/sistema/wp-content/uploads/2008/06/ciclo-do-cafe_pg-13-a-39.pdf
Nascido em 1843 no Rio de Janeiro, Marc Ferrez, filho de franceses, registrou meio século de transformações ocorridas no país. Do Império à República retratou eventos históricos e projetos emblemáticos de reconhecimento do território e da modernização do país. Nas últimas duas décadas de sua vida experimentou a fotografia em cores e dedicou-se ao negócio do cinema, ao lado dos filhos, tornando-se um dos principais distribuidores e difusores da nova arte no Brasil. Após residir na França de 1915 a 1922, com um curto intervalo no Brasil em 1920, faleceu no Rio de Janeiro em 1923.
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Em domínio público
Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles
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