Título: Fazenda Monte Café; dois jovens e uma criança, possivelmente escravizados, conduzem um carro de bois
Título: Fazenda Monte Café; dois jovens e uma criança, possivelmente escravizados, conduzem um carro de bois
Detalhes
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Gilberto Ferrez
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Fazenda Monte Café; dois jovens e uma criança, possivelmente escravizados, conduzem um carro de bois
(Título atribuído)
Marc Ferrez (Autoria)
circa 1882(Data de produção)
1880 - 1890(Datas-limite)
A Fazenda Monte Café, na freguesia de Aparecida, em Sapucaia, era uma grande propriedade, com mais de mil alqueires de terras, onde trabalhavam mais de duzentos cativos. Seus proprietários iniciais, o coronel Inacio Gabriel Monteiro de Barros e sua mulher, dona Alda Romana de Oliveira Arruda frequentavam as altas esferas sociais da Corte. Após ficar viúva, dona Alda Romana continuou administrando a fazenda, até transferir a tarefa para seu filho, o Dr. Braz Monteiro de Barros e mudar-se para Paris. Com a iminência do fim da escravidão, em 1882, o Dr. Braz importou 50 famílias de colonos dos Açores para o trabalho nas lavouras de café, mas sua empreitada parece não ter sido bem sucedida pois em pouco tempo boa parte dos colonos havia abandonado o trabalho. Em abril de 1888, poucos dias antes da proclamação da Lei Áurea, o Dr. Braz anunciou na imprensa ter dado a alforria aos 218 escravizados de sua propriedade e estar disposto a pagar salários aos que quiserem ficar trabalhando na fazenda. A propriedade foi vendida à Companhia Brasileira Torrens em 1890.
Negativo - Vidro
GELATINA/ Prata
P&B
30(altura) x 40(largura)(imagem)
Transporte por animal / à tração animal, Trabalho Agrícola / Rural, Pessoas, Animais, Trabalho escravo
Até julho de 2007 esta fotografia estava indexada com o termo "Negro".
Nascido em 1843 no Rio de Janeiro, Marc Ferrez, filho de franceses, registrou meio século de transformações ocorridas no país. Do Império à República retratou eventos históricos e projetos emblemáticos de reconhecimento do território e da modernização do país. Nas últimas duas décadas de sua vida experimentou a fotografia em cores e dedicou-se ao negócio do cinema, ao lado dos filhos, tornando-se um dos principais distribuidores e difusores da nova arte no Brasil. Após residir na França de 1915 a 1922, com um curto intervalo no Brasil em 1920, faleceu no Rio de Janeiro em 1923.
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Em domínio público
Marc Ferrez/Coleção Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles
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