Título: Igapós
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Igapós
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1958(Data de produção)
1953 - 1959(Datas-limite)
Recebe o nome de igapó uma vegetação submersa típica da floresta amazônica, localizada em solos permanentemente alagados, estreitos e baixos próximos aos rios. Em outras palavras, o igapó é uma mata que cresce dentro da água. Este tipo de vegetação é classificado como floresta densa tropical com dossel (estrato superior) uniforme. Ela localiza-se ainda próximo a igarapés, pequenos riachos que cortam a floresta. Sua configuração a torna de difícil acesso, com as árvores baixas, emaranhados de cipós entre as árvores e plantas aquáticas.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Negativo flexível - Diacetato
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Árvores, Rio, Acidente Geográfico, Flora / Vegetação, Externa, Paisagem, Detalhe, Diurna
www.infoescola.com/biomas/igapo
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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