Título: Região de Itacoatiara
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Região de Itacoatiara
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1966(Data de produção)
1961 - 1971(Datas-limite)
A denominação Itacoatiara é originária da língua indígena e significa "pedra pintada". A região foi assim nomeada por causa de inscrições gravadas em algumas pedras localizadas no rio Urubu, em frente à cidade. Seus primeiros habitantes foram os índios Muras, Juris, Cumaxiás e Terás, entre outras etnias. Em meados do século XVIII foi fundado na foz do rio Mataurá (afluente do rio Madeira) o primeiro povoamento no território do atual município. O povoamento havia sido organizado pelo jesuíta Frei João da Silva, mas logo foi atacado pelos índios Muras e seus habitantes viram-se obrigados a se retirar para o rio Canumã. Em novo ataque dos Muras, novamente o povoado se deslocou, dessa vez para o rio Abacaxis, e também sob a administração dos jesuítas. Tantas disputas fizeram com que Itacoatiara mudasse de sede cinco vezes. Em 1757 a aldeia finalmente se instalou na margem esquerda do rio Amazonas, onde é a cidade hoje. Antes de ser batizada Itacoatiara a cidade chamava-se Vila de Serpa, e em 1827 a Vila se juntou ao município de Silves. Em 1857 a cidade voltou a ser Vila de Serpa e mais tarde passou a ser Vila de Nossa Senhora do Rosário de Serpa. Finalmente o nome Itacoatiara foi instituído por uma lei de 1874.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Negativo flexível - Diacetato
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Transportes, Flora / Vegetação, Estradas e rodovias, Externa, Diurna
Entrevista com Janine Gautherot no IMS em agosto de 2015.
http://www.portalamazonia.com.br/secao/amazoniadeaz/interna.php?id=233
http://www.portalamazonia.com.br/secao/amazoniadeaz/interna.php?id=233
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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