Título: Macapá
Detalhes
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Marcel Gautherot
Marcel Gautherot > Macapá
Macapá
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1956(Data de produção)
1951 - 1961(Datas-limite)
Macapá, capital do Amapá, está localizada na foz do rio Amazonas, em sua margem esquerda. Em 1544 a cidade recebeu o nome de Adelanto de Neuva Andaluzia, por ordem do rei de Espanha Carlos V, numa concessão ao navegante espanhol Francisco Orellana. Do século XVI ao XVIII passaram pela região ingleses, franceses, holandeses e portugueses, sem que nenhum deles tivesse estabelecido um núcleo de povoamento. Foi somente em 1748 que o rei de Portugal D. João V criou a província de Tucujus, que compreendia as áreas de Macapá, Mazagão e cidade do Amapá. O povoamento definitivo deu-se em 1751, quando chegaram os primeiros açorianos na região. Foi Francisco Xavier de Mendonça Furtado, governador do Grão Pará, quem fundou a vila de São José de Macapá. Em 1943 a cidade foi elevada à capital do território federal do Amapá, e considerada a capital do Estado em 1988, quando da criação do Estado do Amapá. Além do rio Amazonas, a cidade possui lagos e lagoas entre seus atrativos naturais. Entre os lagos mais importantes, o Ambé está localizado numa região de campos e igarapés.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Árvores, Pessoas, Flora / Vegetação, Mulher
Bahia: Rio São Francisco, Recôncavo e Salvador. Rio de Janeiro: Nova Fronteira/Banco da Bahia, 1995, página 12.(primeira)
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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