Título: Cidade Universitária da Universidade de Brasília
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Cidade Universitária da Universidade de Brasília
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1966(Data de produção)
1966 - 1968(Datas-limite)
Brasília tinha apenas dois anos quando ganhou oficialmente sua Universidade Federal. A Lei 3.998 sancionada pelo então presidente João Goulart em 15 de dezembro de 1961 autorizou a criação da universidade. As obras do campus começaram no início de 1962 e ela foi inaugurada em 21 de abril de 1962. A data marcou o começo das aulas para os 413 alunos que haviam prestado o primeiro vestibular. A inauguração da UNB, às 10h daquele 21 de abril de 1962, assemelhou-se em muito à própria capital. Quase tudo era canteiro de obras, pouquíssimos prédios estavam prontos. O Auditório Dois Candangos, onde ocorreu a cerimônia, havia sido finalizado 20 minutos antes. Seu nome homenageia os pedreiros Expedito Xavier Gomes e Gedelmar Marques, que morreram soterrados em um acidente durante a construção. A instituição tinha então 13 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em nove prédios, 35 vezes menor do que em 2003 (463 mil metros quadrados).
Livro: As Construções de Brasília. Instituto Moreira Salles, 2010.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Arquitetura Moderna, Educação, Engenharia, Arquitetura, Construções, Obras e demolições, Externa, Diurna, Cidade Universitária - UnB, Universidade de Brasília
Site da UNB
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
