Título: Catetinho
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Catetinho
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
1958(Data de produção)
O Catetinho foi construído em cerca de 10 dias e inaugurado em 10 de novembro de 1956, quando o presidente JK pernoitou lá pela primeira vez. O Catetinho foi a primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. A idéia para a construção surgiu em uma reunião no Hotel Ambassador/RJ em 1956, na qual amigos de JK quiseram presenteá-lo com uma residência provisória onde ele e a equipe pudessem se abrigar durante a construção da cidade. Oscar Niemeyer, presente à reunião, fez na hora o esboço em um guardanapo. Em dez dias, o "Palácio de Tábuas" estava erguido e a sua inauguração marcava o início da contrução da cidade. Por sugestão de um amigo, o nome foi modificado e é uma homenagem ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. O prédio de madeira foi planejado sem conforto ou honras presidenciais, justamente para que o presidente não se afastasse dos trabalhadores que ali viviam em barracas e tendas. O Catetinho serviu como residência oficial até junho de 1958, quando ficou pronto o Palácio da Alvorada e o presidente pôde se mudar.
Livro: Brasília/Marcel Gautherot; organização de Sergio Burgi e Samuel Titan Jr. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2010.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Aérea, Externa, Diurna, Catetinho
Brasília: fatos importantes - dos antecedentes até 21 de abril de 2010 - Arquivo Público Federal, 2010.
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
