Título: Moradia na Sacolândia, arredores de Brasília
Detalhes
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Marcel Gautherot
Marcel Gautherot > Moradia na Sacolândia, arredores de Brasília
Moradia na Sacolândia, arredores de Brasília
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
1958(Data de produção)
1958 - 1959(Datas-limite)
A carência de moradias para operários da construção de Brasília levou à pratica de invasões como a Vila Amauri ou Sacolândia ou Vila Bananal, encostada à Vila Planalto, e que foi propositadamente realizada, em princípios de 1958, em terreno que seria futuramente o Lago do Paranoá. Um ano depois, a população desta invasão tipicamente proletária, chegava a cerca de 7.000 pessoas, vivendo uma grande parte em casebres cobertos apenas com sacos de cimento. Fato, aliás, bastante comum, como atestam invasões chamadas de Sacolândia e Lonolândia, devido a precariedade dos materiais utilizados na construção das casas operárias. Foi inundado pelo lago Paranoá, em 1959.
Livro: Brasília/Marcel Gautherot; organização de Sergio Burgi e Samuel Titan Jr. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2010.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Favela, Casas e habitações, Externa, Diurna
Brasília Poética - http://brasiliapoetica.blog.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=1559
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
