Título: Funeral do engenheiro Bernardo Sayão
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Funeral do engenheiro Bernardo Sayão
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
17 de janeiro de 1959(Data de produção)
Em 1958, Bernardo Sayão foi encarregado por Juscelino Kubitschek de construir a estrada Transbrasiliana (a Belém-Brasília). Crendo que a construção de Brasília já se encontrava bem encaminhada, Sayão aceita dirigir pessoalmente as obras da rodovia. Em 15 de janeiro de 1959, ocorre um terrível acidente: uma árvore derrubada, na abertura da estrada, cai sobre a barraca onde estava Sayão, que é gravemente ferido. Ele morre no mesmo dia, dentro do helicóptero que o levava em busca de socorro médico. Ironicamente, Sayão acabou sendo o pioneiro do cemitério de Brasília (hoje Campo da Esperança). Em sua homenagem, a Belém-Brasília recebeu o nome oficial de Rodovia Bernardo Sayão.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Negativo flexível - Diacetato
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Pessoas, Cerimônias religiosas, Trabalho, Eventos / Cerimônias, Transportes, Flora / Vegetação, Indumentária, Externa, Diurna, Rodovia Bernardo Sayão
Correio da Manhã de 17 de janeiro de 1959 - http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_06&PagFis=101378.
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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