Título: Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. Painel de azulejos de Athos Bulcão
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. Painel de azulejos de Athos Bulcão
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
1960(Data de produção)
A Igrejinha Nossa Senhora de Fátima foi o primeiro templo de alvenaria inaugurado em Brasília, em 1958. Projetada por Oscar Niemeyer, foi também a primeira obra de Athos Bulcão para a capital. Este santuário foi erguido para pagar a promessa feita por dona Sarah Kubitschek em agradecimento a Nossa Senhora de Fátima pela cura de sua filha que havia sido acometida por uma grave doença. É um templo católico constituído por uma pequena nave, sacristia e secretaria, com planta em forma de ferradura. A estrutura em concreto armado é definida por três pilares de seção longitudinal triangular que sustentam a laje de cobertura, dando-lhe a forma de um chapéu de freira. As paredes externas são completamente revestidas com os azulejos criados por Athos Bulcão. Esse painel é o único trabalho figurativo de Athos em azulejos, com a pomba representando o Espírito Santo e a estrela, a Estrela de Belém aquela que guiou os reis magos até o menino Jesus.
Negativo flexível - Diacetato
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Arquitetura Moderna, Igrejas e capelas, Arquitetura, Mural, Arte, Externa, Diurna, Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima (Brasília, DF), Igrejas
http://www.fundathos.org.br/noticia/216
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
Building Brasilia Marcel Gautherot, Kenneth Frampton, Thames & Hudson, 2010.
As construções de Brasília, IMS, 2010
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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