Título: Alardo, festa popular
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Alardo, festa popular
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
1957(Data de produção)
Alardo é uma dança dramática do grupo dos folguedos de cristãos e mouros (chegança-de-mouros), existente no norte do Espírito Santo (Conceição da Barra, São Mateus, Itaúnas, Mucurici). A festa, que também pode ser realizada no ciclo do Natal, estende-se normalmente por dois dias, 19 e 20 de janeiro. Consiste nas seguintes etapas: tomada das figuras; reverência dos cristãos aos santos; embaixadas (três de cada grupo); combates corpo a corpo; procissão da imagem; batismo dos mouros derrotados; compromisso dos festejos. São utilizadas estas armas: espadas, lanças, alabardas, adagas, sabres e espingardas carregadas com pólvora seca. Os cristãos empunham uma bandeira azul, enquanto a dos mouros é vermelha.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
Pessoas, Festas folclóricas, Manifestações / Festas Populares, Externa, Diurna
Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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