Título: O repórter Karl Brugger entrevista Judith Malina e Julian Beck, criadores do Living Theater, presos em Belo Horizonte
Título: O repórter Karl Brugger entrevista Judith Malina e Julian Beck, criadores do Living Theater, presos em Belo Horizonte
Detalhes
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Jorge Bodanzky
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O repórter Karl Brugger entrevista Judith Malina e Julian Beck, criadores do Living Theater, presos em Belo Horizonte
(Título atribuído)
Jorge Bodanzky (Autoria)
1971(Data de produção)
O casal na delegacia de Ouro Preto com o reporter Karl Brugger para a TV alemã BR em 1971. Entrevista filmada por Jorge Bodanzky.
Judith Malina e Julian Beck foram fundadores, em 1947, do grupo Living Theater.
O casal veio com o grupo Living Theater para o Brasil em 1970 a convite do Teatro Oficina, de Sao Paulo. Em janeiro de 1971 o grupo segue para Outro Preto disposto a montar o espetaculo inedito "O legado de Caim". Em 30 de junho, os criadores do Living, o casal Julian Beck e Judith Malina, e atores são presos em Ouro Preto, às vésperas do Festival de Inverno, sob acusação de uso de drogas. Em 5 de julho, os integrantes do grupo teatral voltam a ser presos e ficam nas dependências do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), em Belo Horizonte. Somente em 27 de agosto, muito em decorrencia a um campanha de pressao internacional em favor da liberdade dos atores, o general Emílio Garrastazu Médici assina o decreto de expulsão do país do casal e dos atores estrangeiros.
Judith Malina e Julian Beck foram fundadores, em 1947, do grupo Living Theater.
O casal veio com o grupo Living Theater para o Brasil em 1970 a convite do Teatro Oficina, de Sao Paulo. Em janeiro de 1971 o grupo segue para Outro Preto disposto a montar o espetaculo inedito "O legado de Caim". Em 30 de junho, os criadores do Living, o casal Julian Beck e Judith Malina, e atores são presos em Ouro Preto, às vésperas do Festival de Inverno, sob acusação de uso de drogas. Em 5 de julho, os integrantes do grupo teatral voltam a ser presos e ficam nas dependências do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), em Belo Horizonte. Somente em 27 de agosto, muito em decorrencia a um campanha de pressao internacional em favor da liberdade dos atores, o general Emílio Garrastazu Médici assina o decreto de expulsão do país do casal e dos atores estrangeiros.
GELATINA/ Corante
COR
Informaçao recebida do autor posteriormente por email: "Filmei o casal na prisão em BH com o reporter Karl Brugger para a TV alemã BR em 1971". O intervalo de cromos f.06 n.18 até f.07, n.12 estava inserido numa caixa plástica com as seguintes anotações: Living Theatre // Julian Beck e Judith Malina na delagacia de Ouro Preto // 1971 // Julian beck Judith Malina Living Theatre presos em BH 1971
O cineasta, fotógrafo e repórter Jorge Bodanzky nasceu em São Paulo, em 1942. Estudou na Universidade de Brasília (1964-65) e na Escola de Design de Ulm, na Alemanha. Iniciou a carreira de fotógrafo incentivado por Amélia Toledo e Athos Bulcão, professores da UnB. Trabalhou para revista Manchete, Jornal da Tarde, revista Realidade, entre outros. Fotografou muitos longas-metragens entre 1968 e 1974. Estreou como diretor de cinema com o média-metragem Caminhos de Valderez (1971), codirigido com Hermano Penna. Seu primeiro longa, Iracema: uma transa amazônica (1974), codirigido com Orlando Senna, foi censurado no Brasil até 1981. Após Iracema, dirigiu inúmeros filmes, como Gitirana (1975, codireção de Orlando Senna), Jari (1979, codireção de Wolf Gauer) e Amazônia, a nova Minamata? (2022). Seu acervo de fotografias e filmes super-8 foi incorporado pelo Instituto Moreira Salles em 2013. Colabora com a revista ZUM.
Jorge Bodanzky deu os primeiros passos na fotografia incentivado por Amélia Toledo e Athos Bulcão, professores da Universidade de Brasília, onde Jorge estudava arquitetura. Ali, Bodanzky ajudou Luís Humberto a montar o primeiro laboratório fotográfico da universidade. Com o fechamento da UNB em 1965, Bodanzky foi trabalhar na revista Manchete e no Jornal da Tarde. No ano seguinte, custeou os estudos de cinema na Alemanha trabalhando como fotógrafo do jornal Ulmer Donauzeitung. Em 1968, de volta ao Brasil, foi freelancer das revistas Íris e Realidade e, no começo dos anos 1970, integrou a agência de publicidade Maitiry, de Fernando Lemos, Audálio Dantas e George Torok, onde recebeu a encomenda de fotografar São Paulo para um relatório da prefeitura.
Jorge Bodanzky deu os primeiros passos na fotografia incentivado por Amélia Toledo e Athos Bulcão, professores da Universidade de Brasília, onde Jorge estudava arquitetura. Ali, Bodanzky ajudou Luís Humberto a montar o primeiro laboratório fotográfico da universidade. Com o fechamento da UNB em 1965, Bodanzky foi trabalhar na revista Manchete e no Jornal da Tarde. No ano seguinte, custeou os estudos de cinema na Alemanha trabalhando como fotógrafo do jornal Ulmer Donauzeitung. Em 1968, de volta ao Brasil, foi freelancer das revistas Íris e Realidade e, no começo dos anos 1970, integrou a agência de publicidade Maitiry, de Fernando Lemos, Audálio Dantas e George Torok, onde recebeu a encomenda de fotografar São Paulo para um relatório da prefeitura.
