Título: Série povo Kayapó, criança indígena
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Série povo Kayapó, criança indígena
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
1954(Data de produção)
Os Kayapó são de língua da família Jê. Distribuem-se por 14 grupos, num vasto território que se estende do Pará ao ao Mato Grosso, na região do rio Xingu. Os Kayapó do Pará são considerados atualmente os índios mais ricos do Brasil: exploram o mogno e o ouro. Quem iniciou a expansão capitalista dos Kayapó foi o controvertido cacique Tutu Pompo (morto em 1994). Para isso destitui o lendário Raoni e enfrentou a oposição de outro Kayapó, Paulinho Paiakan.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Pessoas, Povo Kayapó, Externa, Retrato individual, Retrato, Diurna
Reproduzido a partir do contato, não possui negativo.
http://www.portalamazonia.com.br/secao/amazoniadeaz/interna.php?id=320
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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