Título: Boi Bumbá
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Boi Bumbá
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1949(Data de produção)
1946 - 1955(Datas-limite)
O Boi-Bumbá é uma manifestação folclórica reazlizada por todo o Pará durante o mês de junho. A estória do Boi-Bumbá é quase sempre a mesma: um boi é comprado para a festa de aniversário da esposa do fazendeiro. Ao lado dessa fazenda morava uma família composta pelo pai Francisco, "Chico", sua mulher Catarina, seu compadre Casumba e mãe Guiomar. Mãe Catarina, grávida, desejava comer língua ou coração de um boi. Pai "Chico" então resolveu procurar um. O primeiro que encontrou matou. Só que, antes que mãe Catarina realizasse seu desejo, apareceu o dono do boi falando que o bicho era de estimação e que desejava seu boi vivo. O boi é ressucitado por um pajé. Todos dançam e cantam e o boi começar a investir contra as pessoas.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Festas folclóricas, Festas populares, Indumentária, Externa, Diurna
http://www.cdpara.pa.gov.br/boi.php
http://www.ufpa.br/pphist/estudosamazonicos/arquivos/artigos/4%20-%20V%20-%202%20-%202010%20-%20Jose%20ES%20Dias.pdf
http://www.ufpa.br/pphist/estudosamazonicos/arquivos/artigos/4%20-%20V%20-%202%20-%202010%20-%20Jose%20ES%20Dias.pdf
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
