Título: Garimpo de diamantes na Boca do Tauiri
Detalhes
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Marcel Gautherot
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Garimpo de diamantes na Boca do Tauiri
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1948(Data de produção)
1946 - 1950(Datas-limite)
O garimpo de diamantes no Rio Tocantins, na região entre Tucuruí e Itupiranga, teve seu auge na década de 1940. Com a redução da produção foi introduzido o perigoso uso de escafandros , para explorar o fundo dos poços em busca de cascalho. A localidade era próxima a Estrada de Ferro Tocantins. A atividade de garimpo era realizada no verão, quando baixam as águas dos rios. No inverno,os habitantes trabalhavam na colheita de castanhas. A relação das comunidades castanheiras e garimpeiras com os povos originários, como os Parakanã e os Asuriní do Tocantins foi, em geral, muito violenta. Gautherot realizou as fotografias possivelmente em 1953, no mesmo período em que o SPI está realizando os primeiros contatos com os Asurini do Tocantins, em busca de um convívio mais pacífico entre brancos e indígenas. Essa aproximação do SPI com os Asurini também foi registrada pelo fotógrafo. Em 1976 a primeira etapa da construção da UHE-Tucuruí deslocou compulsoriamente cerca de 11 mil pessoas que moravam na região, sendo indígenas, agricultores, garimpeiros, moradores de vilas. Para a hidrelétrica foi desativada a Estrada de Ferro Tocantins, que teve seu trajeto alagado pela repressa
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Trabalho, Fluvial / Marítimo, Transportes, Rio, Canoa, Acidente Geográfico, Garimpo, Externa, Diurna
Até 3/01/23 na localização das imagens constava "Rio Tauari", também no Pará, cidade Garupa, próximo á Ilha do Marajó. Contudo, no projeto de Livro n. 3 de Marcel Gautherot, inédito, no acervo IMS, a etiqueta datiloscrita atrás de duas imagens desta série tem por informação "Garimpos da Boca do Tauiri". A Boca do Tauiri é uma vila às margens do Rio Tocantins, local muito próximo à Estrada de Ferro Tocantins e do território indígena Parakanã. O conjunto se conecta a outros dois conjuntos do autor, na mesma região: Estrada de Ferro Tocantins e Primeiro contato do SPI com o povo Assurini do Tocantins, integrando um significativo conjunto do autor referente à Fundação Brasil Central, e ao projeto colonizador de Estado, denominado Marcha para o Oeste
O olhar fotográfico Marcel Gautherot, 2077 - FAAP
Marcel Gautherot Norte, 2009 - IMS
Maria Mattos. "A história de Marabá". Revista PZZ, ed. 25, jun. 2016, p
Marcel Gautherot Norte, 2009 - IMS
Maria Mattos. "A história de Marabá". Revista PZZ, ed. 25, jun. 2016, p
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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