Title: Usina Central Barreiros
Details
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Marcel Gautherot
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Usina Central Barreiros
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1958(Data de produção)
1957 - 1959(Datas-limite)
A cana-de-açúcar é plantada na zona da mata de Pernambuco, na chamada zona canavieira há quase 5 séculos. A área cultivada tem cerca de 12 mil km2, fica situada próxima ao Oceano Atlântico, possui solos ricos para a agricultura, onde não há ameaças de secas e os rios são perenes.
Em 1929, a Usina Central Barreiros possuía vinte propriedades agrícolas, 28 quilômetros de ferrovia, quatro locomotivas e cinqüenta vagões. O transporte da cana e da lenha era feito pela via férrea e caminhões e o do açúcar e do álcool por via marítima. Durante a época da moagem trabalhavam na fábrica cerca de 180 operários. Toda a maquinaria da usina, com estrutura metálica, foi adquirida na Holanda. Comentava-se que era a usina mais moderna e eficiente da época. Tinha capacidade para trabalhar 500 toneladas de cana e fabricar 3.000 litros de álcool. A exploração das terras era feita por arrendamento e administração direta da fábrica. Com a morte de Estácio Coimbra, em 1937, a usina passou, por herança, para João Coimbra, Jaime Coimbra e outros irmãos que a administraram até ser adquirida pelo Grupo Carlos de Brito, da fábrica de doce Peixe, de Pesqueira. Na década de 1950, a usina atingiu a produção anual de 650 mil sacos de açúcar de 60 quilos. De propriedade do Grupo Othon Bezerra de Melo, a Usina Central Barreiros faliu em 1999, quando inha cerca de 5.000 trabalhadores, 20 hectares de terra e era a principal fonte de emprego e renda da região.
Em 1929, a Usina Central Barreiros possuía vinte propriedades agrícolas, 28 quilômetros de ferrovia, quatro locomotivas e cinqüenta vagões. O transporte da cana e da lenha era feito pela via férrea e caminhões e o do açúcar e do álcool por via marítima. Durante a época da moagem trabalhavam na fábrica cerca de 180 operários. Toda a maquinaria da usina, com estrutura metálica, foi adquirida na Holanda. Comentava-se que era a usina mais moderna e eficiente da época. Tinha capacidade para trabalhar 500 toneladas de cana e fabricar 3.000 litros de álcool. A exploração das terras era feita por arrendamento e administração direta da fábrica. Com a morte de Estácio Coimbra, em 1937, a usina passou, por herança, para João Coimbra, Jaime Coimbra e outros irmãos que a administraram até ser adquirida pelo Grupo Carlos de Brito, da fábrica de doce Peixe, de Pesqueira. Na década de 1950, a usina atingiu a produção anual de 650 mil sacos de açúcar de 60 quilos. De propriedade do Grupo Othon Bezerra de Melo, a Usina Central Barreiros faliu em 1999, quando inha cerca de 5.000 trabalhadores, 20 hectares de terra e era a principal fonte de emprego e renda da região.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(height) x 6(width)(imagem)
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar./index.php?option=com_content&view=article&id=755&Itemid=1
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=163&Itemid=1
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O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
