Title: Modelo posando com jóias criadas pelos irmãos Haroldo e Roberto Burle Marx
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Marcel Gautherot
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Modelo posando com jóias criadas pelos irmãos Haroldo e Roberto Burle Marx
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1960(Data de produção)
1960 - 1961(Datas-limite)
O responsável pela lapidação das pedras e confecção das jóias de Roberto Burle que deu os primeiros passos na joalheria por volta de 1950, era seu irmão caçula, o gemólogo Haroldo Burle Marx, considerado ainda hoje um vanguardista na joalheria mundial. Foi Haroldo, por exemplo, quem desenvolveu a lapidação conhecida como "forma livre", característica das peças da dupla, em que as pedras são cortadas como esculturas de formas orgânicas em vez do corte comum em facetas. As peças da dupla eram vendidas em uma loja em Copacabana, no Rio de Janeiro, na Rua Rodolfo Dantas, próxima ao Copacabana Palace, e chegaram a ser desfiladas em Paris, nas escadarias do Louvre, a convite do próprio museu. Roberto Burle Marx desenhou entre 2 mil e 3 mil joias — o número não é exato —, todas únicas, jamais duplicadas.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
6(height) x 6(width)(imagem)
Arte, Joia, Indumentária, Interna
Reproduzidos a partir do contato.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2013/04/07/interna_revista_correio,356268/o-burle-marx-dos-jardins-de-ouro.shtml
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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