Título: Aterrado e Engenho Velho
Detalhes
014GLAS021.jpg
Pedro Corrêa do Lago
Pedro Corrêa do Lago > Álbuns > Alb.003-Rio de Janeiro > Aterrado e Engenho Velho
Aterrado e Engenho Velho
(Título original)
Aterrado e Engenho Velho
(Título atribuído)
Georges Leuzinger (Autoria)
circa 1866(Data de produção)
1861 - 1870(Datas-limite)
Até o governo do Marquês de Pombal as terras que foram chamadas de Engenho Velho pertenciam à Sociedade de Jesus, cujos padres fizeram dois grandes engenhos de açúcar. O primeiro deles passou a chamar-se Velho depois que o segundo - o Engenho Novo - começou a funcionar a alguns quilômetros de distância. No Engenho Velho foi erguida uma pequena igreja, a de São Francisco Xavier, cuja data ainda não foi bem definida: alguns cronistas defendem ter sido em 1583, outros em 1624. No caminho para o Engenho Velho havia o extenso Mangal de São Diogo, que impedia a passagem direta para o norte; o único caminho possível era através de Mata-Cavalos, atual Rua do Riachuelo. O Mangal era uma baixada arenosa, de mangues, formada por diversos rios e um braço de mar que se estendia da atual ponte dos Marinheiros até a Praça Onze. O caminho direto começou a ser aberto depois da chegada da família real ao Rio de Janeiro. Em 1835 foi projetado um canal que coletasse a água dos rios que ali desaguavam e para receber a entrada do mar; as obras ficaram prontas em 1860, depois que o Barão de Mauá ganhou uma concessão do Governo Imperial para explorá-las. Estava pronto, assim, o Canal do Mangue. Em 1876 foram feitas limpeza e restauração dos muros e pontes e plantadas palmeiras. Foi também aterrada uma área sobre o mangue, que ficou conhecida como Aterrado.
Fotografia publicada no portal Brasiliana Fotográfica.
Fotografia - Papel
ALBUMINA/ Prata
MONOCROMÁTICA
18,4(altura) x 23,8(largura)(imagem/dimensão total)
Flora / Vegetação, Aspectos urbanos, Acidente Geográfico, Diurna, Externa, Horizontal, Paisagem, Engenho Velho, Bairros, Cidade Nova
Fotografia geolocalizada para o projeto ImagineRio: https://www.imaginerio.org/pt
Livro: Brasil Gerson, História das ruas do Rio, Editora: Brasiliana, 1965, pg. 170 e 171; Sanson, M. e Vasquez, P. ORJFL, p. 62 e 63.
Georges Leuzinger (1813-1892) passou à posteridade como proprietário da Casa Leuzinger. Começou como papelaria e oficina de encadernação em 1840, quando o emigrado suíço adquiriu a loja "Ao livro Vermelho". Em 1845, aproximadamente, acrescentou-lhe uma oficina de estamparia e gravura. Em 1852 adquiriu a Typografia Francesa que manteve (parece que com interrupções) até, pelo menos, 1889. Depois, empolgou-se pela fotografia, atividade em que sua casa realizou a sua mais notável obra iconográfica, ao lado da infinidade de livros que imprimiu e muitas vezes editou. Diversos fotógrafos trabalharam em seu ateliê, como o alemão Franz Keller e Marc Ferrez, que ali teve sua iniciação fotográfica.
Esta imagem está em domínio público e com o download liberado. Por favor, citar o nome do autor seguido de Acervo Instituto Moreira Salles. O IMS não se responsabiliza por edições e usos que venham a difamar a propriedade intelectual da imagem.
Em domínio público
Georges Leuzinger/Acervo Instituto Moreira Salles
Liberado para uso de natureza cultural