Título: Desfile da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro
Detalhes
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Marcel Gautherot
Marcel Gautherot > Desfile da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro
Desfile da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
1960(Data de produção)
Em 1960, o Salgueiro conquistou seu primeiro campeonato com o enredo Quilombo dos Palmares, samba-enredo composto por Anescar Rodrigues e Noel Rosa de Oliveira, Fernando Pamplona como carnavalesco da escola e Noel Rosa de Oliveira como intérprete.
O G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro é uma escola de samba do bairro da Tijuca, das mais tradicionais do Rio de Janeiro. Foi fundada em 5 de março de 1953, a partir da união das seguintes escolas de samba do morro do Salgueiro: Azul e Branco, Unidos do Salgueiro e Depois eu Digo (A Unidos do Salgueiro não concordou com a fusão e por esse motivo ficou de fora, e mais tarde acabou desaparecendo). Em seu primeiro desfile, em 1954, com o enredo Romaria à Bahia, o Acadêmicos do Salgueiro surpreendeu o público e alcançou a 3º colocação, à frente da Portela. O primeiro presidente do Salgueiro foi Paulino de Oliveira, e nos anos que se seguiram a escola ousou ao tratar de enredos que colocassem os negros em destaque, e não como figurantes. Em 1958, sob a presidência de Nelson Andrade, a agremiação adotou o lema que traz até hoje: nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente, e em 1960 deu início a uma grande mudança no visual da escola, revolucionando a estética dos desfiles das escolas de samba e resgatando personagens negros que enriqueceram a história do Brasil, como Zumbi dos Palmares (Quilombo dos Palmares - 1960), Chica da Silva (Chica da Silva - 1963) e Chico Rei (Chico Rei - 1964).
O G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro é uma escola de samba do bairro da Tijuca, das mais tradicionais do Rio de Janeiro. Foi fundada em 5 de março de 1953, a partir da união das seguintes escolas de samba do morro do Salgueiro: Azul e Branco, Unidos do Salgueiro e Depois eu Digo (A Unidos do Salgueiro não concordou com a fusão e por esse motivo ficou de fora, e mais tarde acabou desaparecendo). Em seu primeiro desfile, em 1954, com o enredo Romaria à Bahia, o Acadêmicos do Salgueiro surpreendeu o público e alcançou a 3º colocação, à frente da Portela. O primeiro presidente do Salgueiro foi Paulino de Oliveira, e nos anos que se seguiram a escola ousou ao tratar de enredos que colocassem os negros em destaque, e não como figurantes. Em 1958, sob a presidência de Nelson Andrade, a agremiação adotou o lema que traz até hoje: nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente, e em 1960 deu início a uma grande mudança no visual da escola, revolucionando a estética dos desfiles das escolas de samba e resgatando personagens negros que enriqueceram a história do Brasil, como Zumbi dos Palmares (Quilombo dos Palmares - 1960), Chica da Silva (Chica da Silva - 1963) e Chico Rei (Chico Rei - 1964).
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Negativo flexível - Diacetato
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Lazer / Entretenimento, Pessoas, Carnaval, Salgueiro, Manifestações / Festas Populares, Indumentária, Escola de Samba, Externa, Noturna, Cena de rua
www.salgueiro.com.br
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
Requer liberação de direitos junto ao detentor indicado no Copyright
