Título: Conjunto Residencial Marquês de São Vicente
Detalhes
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Marcel Gautherot
Marcel Gautherot > Conjunto Residencial Marquês de São Vicente
Conjunto Residencial Marquês de São Vicente
(Título atribuído)
Marcel Gautherot (Autoria)
circa 1958(Data de produção)
1956 - 1959(Datas-limite)
O Conjunto Residencial Marquês de São Vicente, na Gávea, popularmente conhecido como "Minhocão", foi projetado por Affonso Eduardo Reidy em 1952 e sua execução parcial terminou em 1967. O conjunto foi construído em um terreno onde situava-se uma espécie de "favela" com mais de 900 barracões, abrigando mais de 5.000 pessoas em "péssimas condições de higiene e sem nenhum conforto", segundo o próprio Reidy escreveu na época. A "favela" era resultado da degradação de um parque proletário - o "Parque Proletário da Gávea" - construído em 1942 pela Municipalidade, em caráter provisório, cuja função era abrigar os moradores das favelas das áreas mais centrais da cidade que vinham sendo extintas. A maioria desses moradores eram trabalhadores com profissão estável, filiados a Institutos e Caixas de Aposentadorias, e deveriam ser transferidos para habitações coletivas.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(dimensão total)
Aspectos urbanos, Casas e habitações, Conjunto Residencial Marquês de São Vicente
Reproduzido a partir do contato, não possui negativo.
http://www.arqbr.com.br/; www.sindegtur.org.br/2006/arquivos/zs6.pdf
Affonso Eduardo Reidy, PUC, 1985.
Affonso Eduardo Reidy, PUC, 1985.
O fotógrafo parisiense Marcel Gautherot (1910-1996), de origem proletária, fez um curso noturno de decoração e, em seguida, estudou dois anos arquitetura, na École Nationale Supérieure des Arts Decoratifs. Participou em 1936 da instalação do Museu do Homem em Paris. Influenciado pela leitura do romance "Jubiabá", de Jorge Amado, veio pela primeira vez ao Brasil, em 1939. No ano seguinte, após uma rápida permanência no Senegal, devido à Segunda Guerra Mundial, retornou ao Brasil, onde morou até sua morte, em 1996. Trabalhou para o SPHAN, Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na época, dirigido por Rodrigo Melo Franco de Andrade e para a Sul-América. Colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer, tendo sido um dos mais importantes fotógrafos de Brasília. Também trabalhou com Burle Marx e Lucio Costa, tendo convivido com a elite intelectual do país. Viajou por todas as regiões do Brasil registrando fotograficamente a arquitetura, a arte, o folclore, a cultura popular e os tipos brasileiros. Foi considerado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade um "notável documentador da vida brasileira". Deixou como legado de sua obra cerca de 25 mil negativos, incorporados ao acervo do IMS em 1999.
Instituto Moreira Salles
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