Título: Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar - capela-mor
Detalhes
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A. C. da Silva Telles
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Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar - capela-mor
(Título atribuído)
Augusto Carlos da Silva Telles (Autoria)
1970s(Data de produção)
A atual igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar começou a ser erguida por volta de 1728, para substituir o antigo templo construído em madeira e taipa no início do século XVIII. O projeto é atribuído ao sargento-mor e engenheiro Pedro Gomes Chaves, e a conclusão da obra foi feita por João Fernandes de Oliveira. A construção teve início pela nave, procedendo-se à demolição da capela-mor em 1731, ano em que o Santíssimo Sacramento e imagens sacras foram transferidos provisoriamente para a capela do Rosário dos Pretos. Feita de adobe e taipa, a igreja já estava praticamente concluída, em termos arquitetônicos, em 1733. A decoração da nave foi feita entre 1735 e 1737 e em 1751 foi concluído o arco-cruzeiro. A capela-mor foi reconstruída em maiores proporções entre 1741 e 1754, período em que também foi decorada em talha dourada. Somente vinte anos mais tarde é que foi concluída sua decoração, que incluía trabalhos de pintura, douração da talha e painéis laterais. Esse hiato foi provocado pela necessidade de reconstrução da abóbada em 1770, comprometida pela ação da chuva. Em 1781 foi necessário reparar uma das torres de taipa, que ameaçava desabar. Em 1818, uma das paredes do templo também corria o risco de desabamento. Diante desse quadro, em 1825 a igreja precisou ser reedificada, e em 1848 o frotispício e a torre ao lado do Evangelho foram concluídos, conferindo à Matriz sua forma atual. A igreja passou por obras de restauração ao longo do século XX e hoje abriga também o Museu da Prata e o Arquivo da Matriz.
Diapositivo flexível - Triacetato
GELATINA/ Corante
COR
3,6(altura) x 2,4(largura)(imagem)
Interna, Vertical, Arquitetura Colonial, Igrejas e capelas, Arte Sacra, Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar (Ouro Preto, MG)
http://www.iphan.gov.br/ans/inicial.htm
"O arquiteto Augusto Carlos da Silva Telles nasceu no Rio de Janeiro, em 1923. É considerado referência quando se trata da defesa do Patrimônio Material no Brasil, já que participou de diversos estudos, pesquisas e proposições de tombamento de monumentos e lugares por todo país. Sua atuação na área teve início em 1953, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAU/ UFRJ, como professor assistente. Em 1962, obteve o título de livre docente, se aposentando 20 anos depois.
Em 1957, passa a integrar o quadro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), onde atua em diferentes cargos ao longo do tempo. Inicialmente, assume a função de consultor técnico e, ao final da década de 1970, como titular da Diretoria de Tombamento e Conservação. Em 1994, passa a participar do Conselho Consultivo do Instituto, onde permanece até 2002. Entre 1988 e 1989, assume a direção da Fundação Pró-Memória, uma espécie de braço executivo do Iphan.
Esteve presente também em outras instituições. No âmbito nacional, foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1971-2012) e membro do Conselho Consultivo do Instituto Moreira Salles (2002 – 2012). No âmbito internacional, foi atuante em relevantes instituições ligadas ao patrimônio cultural: no período de 1984 a 87, compôs a vice-presidência do International Council of Monuments and Sites (Icomos), instituição da qual foi membro desde fins da década de 1970; entre 1983 e 89 foi membro do Conselho do ICCROM (International Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property). Faleceu em abril de 2012, no Rio de Janeiro."
Em 1957, passa a integrar o quadro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), onde atua em diferentes cargos ao longo do tempo. Inicialmente, assume a função de consultor técnico e, ao final da década de 1970, como titular da Diretoria de Tombamento e Conservação. Em 1994, passa a participar do Conselho Consultivo do Instituto, onde permanece até 2002. Entre 1988 e 1989, assume a direção da Fundação Pró-Memória, uma espécie de braço executivo do Iphan.
Esteve presente também em outras instituições. No âmbito nacional, foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1971-2012) e membro do Conselho Consultivo do Instituto Moreira Salles (2002 – 2012). No âmbito internacional, foi atuante em relevantes instituições ligadas ao patrimônio cultural: no período de 1984 a 87, compôs a vice-presidência do International Council of Monuments and Sites (Icomos), instituição da qual foi membro desde fins da década de 1970; entre 1983 e 89 foi membro do Conselho do ICCROM (International Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property). Faleceu em abril de 2012, no Rio de Janeiro."
Instituto Moreira Salles
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