Título: Igreja do Bom Jesus (Nova)
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Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
Flávio de Barros
(Autoria)
(Autoria)
1897
Detalhes
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Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros > Igreja do Bom Jesus (Nova)
Igreja do Bom Jesus (Nova)
(Título atribuído)
Flávio de Barros (Autoria)
1897(Data de produção)
A Igreja Nova (do Bom Jesus), reduto de resistência dos jagunços, dinamitada e incendiada após o final dos combates.
"A igreja nova de Canudos, ou de Bom Jesus, foi projetada e construída por orientação de Antônio Conselheiro e serviu como principal reduto da resistência conselherista no final do conflito. Suas paredes resistente e suas torres elevadas, onde se postavam exímio atiradores representaram um forte obstáculo encontrado pelo exército na luta contra o Arraial. Em 23 de julho de 1897, o general Artur Oscar, em telegrama enviado ao governo federal, comunicava que faltava apenas dominar o núcleo onde se encontravam as igrejas, após ter avançado sobre grandes extensões da cidadela. Por considerá-la o "poderoso reduto central do inimigo", Artur Oscar comandou um intenso bombardeio contra a igreja do Bom Jesus em 6 de setembro, quando, após seis horas de ataque, caíram as duas torres: "o exército ficara, afinal, livre das seteiras altíssimas de onde o fulminavam os sitiados, porque as duas torres assoberbado toda a linha do assédio, reduziam por toda a banda os ângulos mortos das trincheiras" (Euclides da Cunha). Em 22 de setembro, Favila Nunes, correspondente da Gazeta de Notícia, a sessenta metros de distância da igreja, assim a descreveu: "A parede lateral (...) está completamente derrocada pela ação da artilharia da Favela; a frente e o lado oeste absolutamente arruinados, as torres derrocadas, o telhado completamente inutilizado, é um esqueleto em pé. (...) uma construção vulgar, paredes grossas de sessenta ou oitenta centímetros, mais ou menos, (...) feitas de pedras e cal." 00001tmp
"A igreja nova de Canudos, ou de Bom Jesus, foi projetada e construída por orientação de Antônio Conselheiro e serviu como principal reduto da resistência conselherista no final do conflito. Suas paredes resistente e suas torres elevadas, onde se postavam exímio atiradores representaram um forte obstáculo encontrado pelo exército na luta contra o Arraial. Em 23 de julho de 1897, o general Artur Oscar, em telegrama enviado ao governo federal, comunicava que faltava apenas dominar o núcleo onde se encontravam as igrejas, após ter avançado sobre grandes extensões da cidadela. Por considerá-la o "poderoso reduto central do inimigo", Artur Oscar comandou um intenso bombardeio contra a igreja do Bom Jesus em 6 de setembro, quando, após seis horas de ataque, caíram as duas torres: "o exército ficara, afinal, livre das seteiras altíssimas de onde o fulminavam os sitiados, porque as duas torres assoberbado toda a linha do assédio, reduziam por toda a banda os ângulos mortos das trincheiras" (Euclides da Cunha). Em 22 de setembro, Favila Nunes, correspondente da Gazeta de Notícia, a sessenta metros de distância da igreja, assim a descreveu: "A parede lateral (...) está completamente derrocada pela ação da artilharia da Favela; a frente e o lado oeste absolutamente arruinados, as torres derrocadas, o telhado completamente inutilizado, é um esqueleto em pé. (...) uma construção vulgar, paredes grossas de sessenta ou oitenta centímetros, mais ou menos, (...) feitas de pedras e cal." 00001tmp
Publicada em "Cadernos de Fotografia Brasileira: Canudos", número 1, dezembro de 2002.
Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
MONOCROMÁTICA
17,7(altura) x 12(largura)(imagem)
Igrejas e capelas, Aspectos urbanos, Arquitetura, Externa, Vertical, Diurna, Canudos
Foto proveniente do álbum II (em pequeno formato, composto por cinco cadernos soltos, com capa solta, medindo: 16,5 x 26,5 x 5,5 cm) pertencente ao Museu da República. Neste álbum esta é a foto número 19 do caderno 2.
"Cadernos de Fotografia Brasileira, número1: Canudos". Instituto Moreira Salles, dezembro de 2002, pp. 53-57.
Poucas informações se tem acerca do fotógrafo Flávio de Barros. Consta, porém, que tinha um estúdio em Salvador, chamado "Photographia Americana", e que foi contratado pelo Exército para fotografar a guerra contra o arraial de Canudos, acompanhando as tropas comandadas pelo General Carlos Eugênio de Andrade Guimarães. Augusto Flávio de Barros chegou a Canudos em 26 de Setembro de 1897 e lá permaneceu até 6 de Outubro do mesmo ano, um dia depois da capitulação da cidade.
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Em domínio público
Flávio de Barros/Álbum Canônico Virtual de Canudos - projeto em parceria com: Museu da República; Instituto Geográfico e Histórico da Bahia; Casa de Cultura Euclides da Cunha/Acervo Instituto Moreira Salles
Liberado para uso de natureza cultural
