Título: Um conselheirista preso
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Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
Flávio de Barros
(Autoria)
(Autoria)
1897
Detalhes
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Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros > Um conselheirista preso
Um jagunço preso
(Título original)
Um conselheirista preso
(Título atribuído)
Flávio de Barros (Autoria)
1897(Data de produção)
Ao centro, canudense rendido pelas tropas federais; trata-se da única foto do conjunto a destacar um jagunço.
"Única fotografia do conjunto que destaca a figura de um conselheirista, ou 'jagunço', no linguajar comum da época, ainda hoje tradicionalmente usado para designar os habitantes de Canudos. Esta rara imagem do conjunto está fielmente traduzida nas palavras de Euclides da Cunha: 'O seu aspecto recorda, vagamente, à primeira vista, o do guerreiro antigo exausto da refrega. As vestes são uma armadura. Envolto no gibão de couro curtido, de bode ou de vaqueta; apertado no colete também de couro; calçado as perneiras, de couro curtido ainda, muito justas, cosidas às pernas e subindo até às virilhas, articuladas em joelheiras de sola; e resguardados os pés e as mãos pelas luvas e guarda-pés de pele de veado é como a forma grosseira de um campeador medieval desgarrado de nosso tempo. Esta armadura, porém, de um vermelho-pardo, como se fosse bronze flexível, não tem cintilações, não rebrilha ferida pelo sol. É fosca e poenta. Envolve ao combatente de uma batalha sem vitória...' A importância de fotografar um combatente conselherista rendido pelas tropas do exército pode ser revelada pelas próprias palavras do comandante da Quarta Expedição, Artur Oscar, que manifestava o desejo "de ver um jagunço vivo", na medida em que estes não se rendiam, lutando até o final de suas possibilidades. Os soldados da foto são do 28º Batalhão de Infantaria." ALB02-48
"Única fotografia do conjunto que destaca a figura de um conselheirista, ou 'jagunço', no linguajar comum da época, ainda hoje tradicionalmente usado para designar os habitantes de Canudos. Esta rara imagem do conjunto está fielmente traduzida nas palavras de Euclides da Cunha: 'O seu aspecto recorda, vagamente, à primeira vista, o do guerreiro antigo exausto da refrega. As vestes são uma armadura. Envolto no gibão de couro curtido, de bode ou de vaqueta; apertado no colete também de couro; calçado as perneiras, de couro curtido ainda, muito justas, cosidas às pernas e subindo até às virilhas, articuladas em joelheiras de sola; e resguardados os pés e as mãos pelas luvas e guarda-pés de pele de veado é como a forma grosseira de um campeador medieval desgarrado de nosso tempo. Esta armadura, porém, de um vermelho-pardo, como se fosse bronze flexível, não tem cintilações, não rebrilha ferida pelo sol. É fosca e poenta. Envolve ao combatente de uma batalha sem vitória...' A importância de fotografar um combatente conselherista rendido pelas tropas do exército pode ser revelada pelas próprias palavras do comandante da Quarta Expedição, Artur Oscar, que manifestava o desejo "de ver um jagunço vivo", na medida em que estes não se rendiam, lutando até o final de suas possibilidades. Os soldados da foto são do 28º Batalhão de Infantaria." ALB02-48
Publicada em "Cadernos de Fotografia Brasileira: Canudos", número 1, dezembro de 2002.
Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
MONOCROMÁTICA
17,5(altura) x 12,4(largura)(imagem)
Pessoas, Indumentária, Externa, Horizontal, Retrato, Diurna, Canudos
Foto proveniente do álbum II (em pequeno formato, composto por cinco cadernos soltos, com capa solta, medindo: 16,5 x 26,5 x 5,5 cm) pertencente ao Museu da República. Neste álbum esta é a foto número 48 do caderno 4. Acredita-se que o título registrado como original seja: Um jagunça preso.
"Cadernos de Fotografia Brasileira, número1: Canudos". Instituto Moreira Salles, dezembro de 2002, pp. 53-57.
Poucas informações se tem acerca do fotógrafo Flávio de Barros. Consta, porém, que tinha um estúdio em Salvador, chamado "Photographia Americana", e que foi contratado pelo Exército para fotografar a guerra contra o arraial de Canudos, acompanhando as tropas comandadas pelo General Carlos Eugênio de Andrade Guimarães. Augusto Flávio de Barros chegou a Canudos em 26 de Setembro de 1897 e lá permaneceu até 6 de Outubro do mesmo ano, um dia depois da capitulação da cidade.
Esta imagem está em domínio público e com o download liberado. Por favor, citar o nome do autor seguido de Acervo Instituto Moreira Salles. O IMS não se responsabiliza por edições e usos que venham a difamar a propriedade intelectual da imagem.
Em domínio público
Flávio de Barros/Álbum Canônico Virtual de Canudos - projeto em parceria com: Museu da República; Instituto Geográfico e Histórico da Bahia; Casa de Cultura Euclides da Cunha/Acervo Instituto Moreira Salles
Liberado para uso de natureza cultural
