Título: Ataque e incêndio de Canudos
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Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
Flávio de Barros
(Autoria)
(Autoria)
1897
Detalhes
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Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros > Ataque e incêndio de Canudos
Ataque e incêndio de Canudos
(Título atribuído)
Flávio de Barros (Autoria)
1897(Data de produção)
Incêndio do arraial, após o último ataque; à esquerda, na parte superior, a artilharia do Exército.
"Entre os dias 1º e 5 de outubro de 1897, Canudos foi intensamente atacada, e suas residências e templos incendiados, sob as ordens do alto comando do exército. O incêndio ocorreu simultaneamente em várias partes do arraial, lançando nuvens de fumaça, como a registrada nesta fotografia, na área ocupada pela igreja do Bom Jesus. O fogo atingiu residências onde ainda se encontravam refugiados os últimos sitiados: 'Lá dentro, por entre as chamas alterosas de mais uma habitação que ardia, mulheres, homens e crianças desapareciam em busca da morte, que preferiam resolutamente a essa entrega discricionária, que não lhes garantia o destino com que à última hora sonharam' (Aristides Milton). Euclides da Cunha também descreveu o horror dos incêndios: 'via-se a transformação do trecho torturado: tetos em desabamentos, prensando, certo, os que se lhes acolhiam por baixo, nos cômodos estreitos: tabiques esboroando, voando em estilhas e torrões; e aqui e ali, em começo dispersos e logo depois ligando-se rapidamente, sarjando de flamas a poeira dos escombros, novos incêndios, de súbito deflagrando'." 00000tmp
"Entre os dias 1º e 5 de outubro de 1897, Canudos foi intensamente atacada, e suas residências e templos incendiados, sob as ordens do alto comando do exército. O incêndio ocorreu simultaneamente em várias partes do arraial, lançando nuvens de fumaça, como a registrada nesta fotografia, na área ocupada pela igreja do Bom Jesus. O fogo atingiu residências onde ainda se encontravam refugiados os últimos sitiados: 'Lá dentro, por entre as chamas alterosas de mais uma habitação que ardia, mulheres, homens e crianças desapareciam em busca da morte, que preferiam resolutamente a essa entrega discricionária, que não lhes garantia o destino com que à última hora sonharam' (Aristides Milton). Euclides da Cunha também descreveu o horror dos incêndios: 'via-se a transformação do trecho torturado: tetos em desabamentos, prensando, certo, os que se lhes acolhiam por baixo, nos cômodos estreitos: tabiques esboroando, voando em estilhas e torrões; e aqui e ali, em começo dispersos e logo depois ligando-se rapidamente, sarjando de flamas a poeira dos escombros, novos incêndios, de súbito deflagrando'." 00000tmp
Publicada em "Cadernos de Fotografia Brasileira: Canudos", número 1, dezembro de 2002.
Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
MONOCROMÁTICA
17,3(altura) x 23,6(largura)(imagem)
Acidente Geográfico, Flora / Vegetação, Externa, Horizontal, Paisagem, Diurna, Canudos
Foto proveniente do álbum I (em maior formato) pertencente ao Museu da República. Neste álbum esta é a foto número 3.
"Cadernos de Fotografia Brasileira, número1: Canudos". Instituto Moreira Salles, dezembro de 2002, pp. 53-57.
Poucas informações se tem acerca do fotógrafo Flávio de Barros. Consta, porém, que tinha um estúdio em Salvador, chamado "Photographia Americana", e que foi contratado pelo Exército para fotografar a guerra contra o arraial de Canudos, acompanhando as tropas comandadas pelo General Carlos Eugênio de Andrade Guimarães. Augusto Flávio de Barros chegou a Canudos em 26 de Setembro de 1897 e lá permaneceu até 6 de Outubro do mesmo ano, um dia depois da capitulação da cidade.
Esta imagem está em domínio público e com o download liberado. Por favor, citar o nome do autor seguido de Acervo Instituto Moreira Salles. O IMS não se responsabiliza por edições e usos que venham a difamar a propriedade intelectual da imagem.
Em domínio público
Flávio de Barros/Álbum Canônico Virtual de Canudos - projeto em parceria com: Museu da República; Instituto Geográfico e Histórico da Bahia; Casa de Cultura Euclides da Cunha/Acervo Instituto Moreira Salles
Liberado para uso de natureza cultural
