Título: Bom Jesus Antônio Conselheiro, depois de exumado
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Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
Flávio de Barros
(Autoria)
(Autoria)
1897
Detalhes
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Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros > Bom Jesus Antônio Conselheiro, depois de exumado
Bom Jesus Antônio Conselheiro, depois de exumado
(Título atribuído)
Flávio de Barros (Autoria)
1897(Data de produção)
Corpo do Conselheiro exumado; fotografia tirada por ordem do general Artur Oscar, comandante da 4ª Expedição.
A mais conhecida e divulgada fotografia realizada por Flávio de Barros em Canudos. Antônio Conselheiro havia falecido no dia 22 de setembro, aos 67 anos, e estava enterrado num compartimento junto à parede ao lado direito da igreja nova. Com a morte dos últimos resistentes que ali se encontravam, ao final da tarde de 5 de outubro, o general Artur Oscar solicitou à Comissão de Engenheiros que removesse o entulho do templo, pois havia sido informado sobre o corpo de conselheiro. às 10h da manhã do dia então, então exumado pela equipe médica chefiada pelo dr. Miranda Cúrio, que não conseguiu determinar a causa da morte. Consta que Conselheiro falecera em função de um disenteria. Outra versão aponta sua morte como consegüência de um ferimento causado por estilhaços de granada. Depois de reconhecido por alguns prisioneiros e por um oficial, foi fotografado por Flávio de Barros, a pedido do próprio general Artur Oscar, sendo também lavrada uma ata, remetida ao marechal Bittencourt, que a recebeu no dia seguinte, em Monte Santo. Como um troféu de guerra, sua cabeça foi retirada para estudos e, posteriormente, levada para o laboratório de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Bahia, para exames, realizados pela Dra. Nina Rodrigues (amparado nas teorias de Maudsley e Lombroso, ainda em voga nesse período). Após suas análises, o médico considerou o crânio 'normal', sem 'nenhuma anomalia que denunciasse traços de degenerescência'. Seu corpo voltou a ser enterrado no mesmo local onde havia sido encontrado, sendo assim descrito pelo correspondente da Gazeta de Notícias, na edição de 28/10/1897: 'Era um homem baixo, magro, de feições grosseiras, cabeça grande, testa larga, cabelos lisos, incultos e crescidos, barba grisalha, falha nas faces e longa no queixo: parecia moreno (...) estava vestido com uma túnica de zuarte, alparcatas de couro cru e fora sepultado envolvido em esteira.' Em seu telegrama ao presidente da República, de 7 de outubro, logo após receber a comunicação do general Artur Oscar, o ministro da Guerra salientava que havia sido reconhecido a identidade de Antônio Conselheiro no cadáver encontrado na igreja nova. E acrescenta: 'De tudo se levrará um autor em Canudos, sendo o cadáver fotografado.' Esta imagem, portanto, serviu como prova final da rendição de Canudos e de seu principal líder. No dia 2 de fevereiro de 1898, passados quatro meses do final dos conflitos, esta fotografia era apresentada como um dos destaques dentre as imagens de Flávio de Barros, em sessão pública de 'projeção elétrica' realizada no Rio de Janeiro." ALB02-32
A mais conhecida e divulgada fotografia realizada por Flávio de Barros em Canudos. Antônio Conselheiro havia falecido no dia 22 de setembro, aos 67 anos, e estava enterrado num compartimento junto à parede ao lado direito da igreja nova. Com a morte dos últimos resistentes que ali se encontravam, ao final da tarde de 5 de outubro, o general Artur Oscar solicitou à Comissão de Engenheiros que removesse o entulho do templo, pois havia sido informado sobre o corpo de conselheiro. às 10h da manhã do dia então, então exumado pela equipe médica chefiada pelo dr. Miranda Cúrio, que não conseguiu determinar a causa da morte. Consta que Conselheiro falecera em função de um disenteria. Outra versão aponta sua morte como consegüência de um ferimento causado por estilhaços de granada. Depois de reconhecido por alguns prisioneiros e por um oficial, foi fotografado por Flávio de Barros, a pedido do próprio general Artur Oscar, sendo também lavrada uma ata, remetida ao marechal Bittencourt, que a recebeu no dia seguinte, em Monte Santo. Como um troféu de guerra, sua cabeça foi retirada para estudos e, posteriormente, levada para o laboratório de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Bahia, para exames, realizados pela Dra. Nina Rodrigues (amparado nas teorias de Maudsley e Lombroso, ainda em voga nesse período). Após suas análises, o médico considerou o crânio 'normal', sem 'nenhuma anomalia que denunciasse traços de degenerescência'. Seu corpo voltou a ser enterrado no mesmo local onde havia sido encontrado, sendo assim descrito pelo correspondente da Gazeta de Notícias, na edição de 28/10/1897: 'Era um homem baixo, magro, de feições grosseiras, cabeça grande, testa larga, cabelos lisos, incultos e crescidos, barba grisalha, falha nas faces e longa no queixo: parecia moreno (...) estava vestido com uma túnica de zuarte, alparcatas de couro cru e fora sepultado envolvido em esteira.' Em seu telegrama ao presidente da República, de 7 de outubro, logo após receber a comunicação do general Artur Oscar, o ministro da Guerra salientava que havia sido reconhecido a identidade de Antônio Conselheiro no cadáver encontrado na igreja nova. E acrescenta: 'De tudo se levrará um autor em Canudos, sendo o cadáver fotografado.' Esta imagem, portanto, serviu como prova final da rendição de Canudos e de seu principal líder. No dia 2 de fevereiro de 1898, passados quatro meses do final dos conflitos, esta fotografia era apresentada como um dos destaques dentre as imagens de Flávio de Barros, em sessão pública de 'projeção elétrica' realizada no Rio de Janeiro." ALB02-32
Publicada em "Cadernos de Fotografia Brasileira: Canudos", número 1, dezembro de 2002.
Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
MONOCROMÁTICA
10,5(altura) x 16,6(largura)(imagem)
Pessoas, Externa, Horizontal, Retrato individual, Retrato, Diurna, Canudos
Foto proveniente do álbum II (em pequeno formato, composto por cinco cadernos soltos, com capa solta, medindo: 16,5 x 26,5 x 5,5 cm) pertencente ao Museu da República. Neste álbum esta é a foto número 32 do caderno 3.
"Cadernos de Fotografia Brasileira, número1: Canudos". Instituto Moreira Salles, dezembro de 2002, pp. 53-57.
Poucas informações se tem acerca do fotógrafo Flávio de Barros. Consta, porém, que tinha um estúdio em Salvador, chamado "Photographia Americana", e que foi contratado pelo Exército para fotografar a guerra contra o arraial de Canudos, acompanhando as tropas comandadas pelo General Carlos Eugênio de Andrade Guimarães. Augusto Flávio de Barros chegou a Canudos em 26 de Setembro de 1897 e lá permaneceu até 6 de Outubro do mesmo ano, um dia depois da capitulação da cidade.
Esta imagem está em domínio público e com o download liberado. Por favor, citar o nome do autor seguido de Acervo Instituto Moreira Salles. O IMS não se responsabiliza por edições e usos que venham a difamar a propriedade intelectual da imagem.
Em domínio público
Flávio de Barros/Álbum Canônico Virtual de Canudos - projeto em parceria com: Museu da República; Instituto Geográfico e Histórico da Bahia; Casa de Cultura Euclides da Cunha/Acervo Instituto Moreira Salles
Liberado para uso de natureza cultural
