Título: Cadáveres nas ruínas de Canudos
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Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
Flávio de Barros
(Autoria)
(Autoria)
1897
Detalhes
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Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros
Álbum de Canudos - fotografia Flávio de Barros > Cadáveres nas ruínas de Canudos
Cadáveres nas ruínas de Canudos
(Título atribuído)
Flávio de Barros (Autoria)
1897(Data de produção)
"Canudos foi destruída até não restar de pé nenhuma construção. Consumado o assalto final, a cidadela ainda foi incendiada e muitos de seus habitantes acabaram morrendo queimados sob os escombros de suas residências. Mesmo contando com a inevitável rendição de seus moradores, voluntária ou involuntária, pois estes já estavam privados de água e comida havia muitos dias, apressou-se o exército em liquidar a residência do arraial, cuja população se resumia, àquela altura. às crianças, mulheres e velhos. Apesar de evitar as cenas mais constrangedoras da guerra, Flávio de Barros nos legou esta impressionante imagem, ainda que mal definida, onde podemos notar alguns corpos pelo chão, misturados às cinzas do madeiramento das casas queimadas durante o assalto final. A cena vista na fotografia se repetiu por toda a extenção do arraial ao final do dia 6 de outubro. Favila Nunes, em sua última carta escrita de Canudos, em 8 de outubro, também expressou o horror da cena: "(...) a permanência aqui é insuportável em vista da situação de Canudos transformada em um vastíssimo cemitério, com milhares de cadáveres sepultados, outros milhares apenas mal cobertos com terra e, o pior de tudo, outros milhares completamente insepultados." Eis o depoimento de Euclides da Cunha: "Tinha-se neste momento a impressão de uma entrada velha necrópole que surgisse, desvendando-se de repente, à flor da terra. (...) Dizia-os, mais expressiva, a nudez dos cadáveres. Estavam em todas as posições: estendidos, de supino, face para os céus; desnudos os peitos, onde se viam os bentinhos prediletos, inflexos no último crispar da agonia; mal vistos, às vezes, caídos sob madeiramentos, ou de braços sobre as trincheiras improvisadas, na atitude de combate em que os colhera a morte." CCEC-21A08 (2)
Publicada em "Cadernos de Fotografia Brasileira: Canudos", número 1, dezembro de 2002.
Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
MONOCROMÁTICA
12,1(altura) x 17,4(largura)(imagem)
Pessoas, Externa, Horizontal, Diurna, Canudos
Foto proveniente do álbum II (em pequeno formato, composto por cinco cadernos soltos, com capa solta, medindo: 16,5 x 26,5 x 5,5 cm) pertencente ao Museu da República. Neste álbum esta é a foto número 41 do caderno 4.
"Cadernos de Fotografia Brasileira, número1: Canudos". Instituto Moreira Salles, dezembro de 2002, pp. 53-57.
Poucas informações se tem acerca do fotógrafo Flávio de Barros. Consta, porém, que tinha um estúdio em Salvador, chamado "Photographia Americana", e que foi contratado pelo Exército para fotografar a guerra contra o arraial de Canudos, acompanhando as tropas comandadas pelo General Carlos Eugênio de Andrade Guimarães. Augusto Flávio de Barros chegou a Canudos em 26 de Setembro de 1897 e lá permaneceu até 6 de Outubro do mesmo ano, um dia depois da capitulação da cidade.
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Em domínio público
Flávio de Barros/Álbum Canônico Virtual de Canudos - projeto em parceria com: Museu da República; Instituto Geográfico e Histórico da Bahia; Casa de Cultura Euclides da Cunha/Acervo Instituto Moreira Salles
Liberado para uso de natureza cultural
