Título: Rotativa de O Estado de S. Paulo em suas novas instalações, à rua Major Quedinho
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Rotativa de O Estado de S. Paulo em suas novas instalações, à rua Major Quedinho
(Título atribuído)
Hans Gunter Flieg (Autoria)
1953(Data de produção)
O jornal "O Estado de S. Paulo" lançou seu primeiro número no dia 4 de janeiro de 1875, uma segunda-feira, com o nome de "A Província de São Paulo", um diário de quatro páginas e 2.025 exemplares que saíria com esse nome até 31 de dezembro de 1889. Nasceu do ideal de um grupo de republicanos, dois anos depois da Convenção de Itu. Tipografia e escritório funcionavam na Rua de Palácio, n.º 14, antiga Rua das Casinhas, onde é hoje a Rua do Tesouro. São Paulo tinha então 2.992 prédios e cerca de 20 mil habitantes. Era considerada uma cidade grande, embora se limitasse à área atualmente compreendida entre o Brás e a Praça da República e tinha nos arredores, chácaras e fazendas. Em maio de 1892, a tiragem alcançava 8 mil exemplares. São Paulo pulou de 44 mil habitantes em 1886 para 150 mil em 1894. Não era mais uma cidade só de tropeiros, estudantes e funcionários públicos, como no momento do lançamento de "A Província". Ao longo do tempo a sede do jornal funcionou em diversos locais. Em 1906, a redação funcionava no Palacete Martinico, na Praça Antônio Prado, onde permaneceria até 1929. Neste ano o jornal se mudou para uma sede própria, na Rua Boa Vista, seu endereço nos anos 30 e 40. O prédio da Rua Boa Vista foi vendido e, enquanto se construía a nova sede na esquina das Ruas Major Quedinho e Martins Fontes, a redação e a administração funcionaram temporariamente na Rua Barão de Duprat, de 1947 a 1951.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Fotografia - Papel
GELATINA/ Prata
P&B
Objetos / Equipamentos, Pessoas, Trabalho, Indústria, Horizontal, Interna, Centro de São Paulo
Alemão de Chemnitz, Hans Günter Flieg (1923) mudou-se para São Paulo em 1939. Foi a partir de 1945 que se estabeleceu como fotógrafo de indústria, arquitetura e publicidade, tendo registrado o desenvolvimento industrial da cidade pelas quatro décadas que se seguiram. Uma das exposições mais completas de sua obra foi a retrospectiva "Hans Günter Flieg: 40 anos de fotografia", realizada pelo Museu da Imagem e do Som de São Paulo em 1981.
O alemão Hans Gunter Flieg (Chemnitz, Alemanha, 1923 - São Paulo, Brasil, 2024), poeta do aço e do concreto, tinha 16 anos quando o recrudescimento do antissemitismo de Adolf Hitler levou sua família a migrar para São Paulo, bem a tempo de se tornar um dos principais documentadores do explosivo desenvolvimento industrial e urbanístico que transformou a cidade em meados do século XX. A partir de 1945, quando se estabeleceu no mercado como fotógrafo industrial, de publicidade e de arquitetura, e até os anos 1980, lançou um olhar rigoroso – com influências marcadas da Bauhaus e do grupo alemão Nova Objetividade – sobre instalações industriais, edifícios, interiores e objetos, tensionando muitas vezes a fronteira entre a objetividade da fotografia documental e o refinamento formal que ambiciona transformar a imagem em abstração.
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