Título: Soprador de vidro da fábrica Nadir Figueiredo no bairro do Belenzinho
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Soprador de vidro da fábrica Nadir Figueiredo no bairro do Belenzinho
(Título atribuído)
Hans Gunter Flieg (Autoria)
1953(Data de produção)
A história da empresa Nadir Figueiredo Ind. e Com. S/A se confunde com a própria história da industrialização no Brasil. Ela começa em 1912 com a iniciativa pioneira e a dedicação de uma família de brasileiros. Nos anos 20, era uma modesta oficina de consertos e vendas de máquinas de escrever e equipamentos elétricos. Na década de 30, com a crise mundial e a Revolução Constitucionalista no Brasil, um dos fornecedores de globos e outras peças de vidro vende sua fábrica para a Nadir S/A. Na década de 40 a empresa já contava com mais de 1.000 funcionários. Quando a II Guerra Mundial termina, em 1945, o Sr. Nadir Figueiredo traz do exterior a mais avançada tecnologia de vidro e princípios técnicos essenciais, até então inovadores no Brasil, e inicia-se a construção da fábrica de vidros. Na década de 50, revoluciona o mercado de alimentos, criando o conceito de copos de vidro como embalagens.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
Pessoas, Trabalho, Indústria, Interna, Vertical, Diurna
Alemão de Chemnitz, Hans Günter Flieg (1923) mudou-se para São Paulo em 1939. Foi a partir de 1945 que se estabeleceu como fotógrafo de indústria, arquitetura e publicidade, tendo registrado o desenvolvimento industrial da cidade pelas quatro décadas que se seguiram. Uma das exposições mais completas de sua obra foi a retrospectiva "Hans Günter Flieg: 40 anos de fotografia", realizada pelo Museu da Imagem e do Som de São Paulo em 1981.
O alemão Hans Gunter Flieg (Chemnitz, Alemanha, 1923 - São Paulo, Brasil, 2024), poeta do aço e do concreto, tinha 16 anos quando o recrudescimento do antissemitismo de Adolf Hitler levou sua família a migrar para São Paulo, bem a tempo de se tornar um dos principais documentadores do explosivo desenvolvimento industrial e urbanístico que transformou a cidade em meados do século XX. A partir de 1945, quando se estabeleceu no mercado como fotógrafo industrial, de publicidade e de arquitetura, e até os anos 1980, lançou um olhar rigoroso – com influências marcadas da Bauhaus e do grupo alemão Nova Objetividade – sobre instalações industriais, edifícios, interiores e objetos, tensionando muitas vezes a fronteira entre a objetividade da fotografia documental e o refinamento formal que ambiciona transformar a imagem em abstração.
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