Título: Folião fantasiado de Jean Manzon, colega de Medeiros na revista "O Cruzeiro"
Detalhes
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José Medeiros
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Folião fantasiado de Jean Manzon, colega de Medeiros na revista "O Cruzeiro"
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
1949(Data de produção)
O Hotel Glória, um dos mais tradicionais da cidade, promovia animados bailes à fantasia durante o Carnaval. Na foto, folião fantasiado de Jean Manzon, francês nascido em Paris em 1915. Manzon trabalhou como fotógrafo para o Serviço Cinematográfico da Marinha Francesa e veio para o Brasil em 1941. Fez sucesso como fotógrafo na revista "O Cruzeiro", de Assis Chateubriand, que introduziu novos formatos estéticos e técnicos que levaram à renovação da imprensa brasileira. O francês trabalhou para o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) no governo de Getúlio Vargas e foi diretor de curtas do Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPÊS) na década de 1960. Também manteve uma produtora de filmes, com a qual fazia curtas e documentários, e foi um dos responsáveis pela introdução no Brasil do conceito de ensaios fotográficos com temas relacionados à cultura e à sociedade brasileiras.
1) - Livro: "Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil." IMS, 2012.
2) - Exposição: Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil. IMS, 2012.
3) - Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
4) - Baile dos Artistas - Texto de Eduardo Graco e fotos de José Medeiros (O Cruzeiro, 5 de março de 1949) - http://memoria.bn.br/docreader/003581/63361
2) - Exposição: Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil. IMS, 2012.
3) - Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
4) - Baile dos Artistas - Texto de Eduardo Graco e fotos de José Medeiros (O Cruzeiro, 5 de março de 1949) - http://memoria.bn.br/docreader/003581/63361
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Lazer / Entretenimento, Pessoas, Manifestações / Festas Populares, Indumentária, Interna, Noturna, Retrato, Glória, Bairros
http://www.rraurl.com/cena/coluna.php?rr_coluna_id=2962
Baile dos Artistas - Texto de Eduardo Graco e fotos de José Medeiros (O Cruzeiro, 5 de março de 1949) - http://memoria.bn.br/docreader/003581/63361
Baile dos Artistas - Texto de Eduardo Graco e fotos de José Medeiros (O Cruzeiro, 5 de março de 1949) - http://memoria.bn.br/docreader/003581/63361
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
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