Título: Brotinho Ivanira e grupo de moças no calçadão de Copacabana, vendo-se ao fundo o cinema Rian
Título: Brotinho Ivanira e grupo de moças no calçadão de Copacabana, vendo-se ao fundo o cinema Rian
Detalhes
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José Medeiros
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Brotinho Ivanira e grupo de moças no calçadão de Copacabana, vendo-se ao fundo o cinema Rian
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
circa 1950(Data de produção)
1949 - 1950(Datas-limite)
O Cinema Rian, belo prédio de quatro andares erguido na Avenida Atlântica, foi idealizado por Nair de Teffé na década de 1930. Em meados dos anos 1940 a administração do cinema passou para o grupo Severiano Ribeiro. Em 1975 o Rian sofreu um incêndio e, por conta da especulação imobiliária do bairro, foi derrubado e em seu lugar erguido um hotel. Filha do Barão de Teffé, Nair nasceu em 1886 e era considerada uma mulher à frente de seu tempo. Foi a primeira caricaturista brasileira, cantora, pianista, atriz e incentivadora da música popular brasileira, na época desprezada pelas elites. Aos 27 anos casou-se com o Marechal Hermes da Fonseca, 31 anos mais velho. Quando era primeira-dama, promovia famosos saraus nos salões do Palácio do Catete. Morou em Petrópolis quando Hermes deixou a presidência e lá criou a Academia Petropolitana de Letras, em 1929. Depois de voltar ao Rio, refugiou-se em Niterói com os três filhos adotivos. Nair faleceu na cidade em 10 de junho de 1981, no dia em que completou 95 anos de idade.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Pessoas, Externa, Retrato, Cena de rua, Diurna, Copacabana, Bairros
http://www.multirio.rj.gov.br/portal/_download/revista41.pdf; http://www.ihp.org.br/docs/jeds20020903.htm
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
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