Título: Utebrewe Xavante
Detalhes
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José Medeiros
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Utebrewe Xavante
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
1949(Data de produção)
A fotografia foi tirada por Medeiros durante a cobertura jornalística à Segunda Expedição Aeronáutica Roncador-Xingu-Tapajós, comandada pelo brigadeiro Raymundo Aboim e publicada na revista O Cruzeiro de 29 de julho de 1950, na matéria intitulada "Os guerreiros da barriga pintada" .O povo Xavante resistiu enquanto pode ao contato com os não-índios, o que levou a opinião pública da década de 1950 caracterizar esse povo como feroz e belicoso. No entanto, a partir do Programa de Integração Nacional na década de 40, eles foram forçados a aceitar o contato, culminando em 1957, quando foram totalmente rendidos já exauridos por epidemias, perseguições e massacres. Na década de 1970, assumiram nova postura de luta política, personificada em líderes como Celestino e Mario Juruna (ex-deputado federal), que conheciam e reivindicavam direitos civis aos seus povos. Ocupam atualmente o leste do Mato Grosso.
1) - Livro: "Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil." IMS, 2012.
2) - Exposição: Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil. IMS, 2012.
3) - Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
4) - Exposição Berlim; Google Art Project
5) - Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
2) - Exposição: Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil. IMS, 2012.
3) - Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
4) - Exposição Berlim; Google Art Project
5) - Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Pessoas, Povo Xavante, Povos Indígenas, Serra, Externa, Retrato individual, Retrato, Vertical, Diurna, Parque Indígena do Xingu
Legenda anterior: Índio Xavante, 1949, Serra do Roncador, Xingu.
A legenda atual foi elaborada para a exposição Xingu: Contatos no IMS Paulista, inaugurada em 05 de novembro de 2022 e conta com a identificação da pessoa retratada.
A legenda atual foi elaborada para a exposição Xingu: Contatos no IMS Paulista, inaugurada em 05 de novembro de 2022 e conta com a identificação da pessoa retratada.
Olho da Rua, p. 141; http://www.socioambiental.org/pib/epi/kayapo/relacoes.shtm.
A identificação de Utebrewe Xavante foi feita por Jurandir Siridiwê no contexto da exposição "Xingu: contatos" (IMS Paulista, 2022/2023).
A identificação de Utebrewe Xavante foi feita por Jurandir Siridiwê no contexto da exposição "Xingu: contatos" (IMS Paulista, 2022/2023).
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
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