Título: Luiz Carlos Prestes e Graciliano Ramos
Detalhes
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José Medeiros
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Luiz Carlos Prestes e Graciliano Ramos
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
circa 1949(Data de produção)
1945 - 1953(Datas-limite)
Luís Carlos Prestes nasceu em Porto Alegre em 3 de janeiro de 1898. Considerado um dos símbolos do socialismo no país, começou a se projetar em 1921, quando ingressou no movimento tenentista. Foi movido pelo patriotismo, pela preocupação com o país e a situação do povo. O movimento foi derrotado em 1924, e logo um grupo de combatentes vai para o interior sob o comando de Miguel Costa. No ano seguinte o grupo reuniu-se à coluna de Prestes, que havia partido do Rio Grande do Sul. Estava formada assim a Coluna Prestes, que chegou a reunir 1.500 homens percorrendo o interior do país promovendo comícios e divulgando manifestos contra o regime oligárquico da República Velha e contra o autoritarismo do governo de Washington Luís. A marcha, embora tivesse destacado Prestes no cenário político nacional, o fez perceber que os objetivos do tenentismo não acabariam com a precária situação do povo brasileiro. Findo o movimento, Prestes partiu para o exílio e, em seus estudos, aderiu ao marxismo e ao comunismo. Em 1934 ingressou no Partido Comunista Brasileiro, quando ainda se encontrava em Moscou. Foi durante sua estada União Soviética que conheceu a primeira mulher, a militante alemã Olga Benário. Em 1935, já de volta ao Brasil, é deflagrada a Intentona Comunista, rebelião da Aliança Nacional Libertadora rapidamente sufocada. No ano seguinte Prestes foi preso e Olga deportada para a Alemanha, entregue para a polícia nazista. Em 1945, beneficiado pela anistia, Prestes foi solto, e no ano seguinte participou da Constituinte como senador. Foi cassado quando o PCB foi colocado na ilegalidade e, com a prisão preventiva decretada, foi obrigado a retornar à clandestinidade. Sua prisão preventiva foi revogada em 1958, mas, com o golpe militar de 1964, voltou a ser perseguido. Em 1971, com o cenário político brasileiro tomado pela Ditadura Militar, exilou-se com a família em Moscou. Deixou o Partido Comunista em 1980, já de volta ao Brasil. Prestes faleceu no Rio de Janeiro em 1990, aos 92 anos. O companheiro de Prestes na foto é o escritor Graciliano Ramos, que também compartilhava de seus ideais comunistas. Ramos nasceu em 27 de outubro de 1892 na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas. Começou a carreira escrevendo em jornais, muitas vezes sob pseudônimo, e em 1914 mudou-se para o Rio de Janeiro. Voltou a Palmeira dos Índios em 1915, cidade alagoana para onde se mudara em 1910. Em 1927 foi eleito prefeito da cidade, e foi no primeiro relatório enviado ao governador que sua verve de escritor foi revelada. Renunciou ao cargo em 1932 e, já em Maceió, foi nomeado diretor da Imprensa Oficial. Seu primeiro, lançado em 1933, foi "Caetés", seguido por "São Bernardo" no ano seguinte. Em 1936, acusado de ter conspirado num levante comunista, foi preso e enviado ao Rio de Janeiro. Solto em 1937, permaneceu na cidade, trabalhando em jornais e escrevendo. Seu mais famoso romance, "Vidas Secas", foi lançado em 1938. Ganhador de prêmios literários, autor de livros infantis, Graciliano morreu em março de 1953. Seu livro "Memórias do Cárcere", escrito durante a prisão, foi lançado no mesmo ano, sem ter o final concluído.
1) - Livro: "Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil." IMS, 2012.
2) - Exposição: Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil. IMS, 2012.
3) - Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
4) - Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
2) - Exposição: Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil. IMS, 2012.
3) - Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
4) - Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Pessoas, Interna, Retrato, Vertical
mrh1.sites.uol.com.br/mrhprestes.htm; http://almanaque.folha.uol.com.br/crono_bra_luiz_carlos_prestes.htm; http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia.php?c=899; http://www.releituras.com/graciramos_bio.asp
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
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