Título: O poeta Manuel Bandeira e o cronista Orígenes Lessa
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José Medeiros
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O poeta Manuel Bandeira e o cronista Orígenes Lessa
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
Manuel Bandeira, um dos mais importantes poetas brasileiros, nasceu em Recife em 1886. Seu primeiro livro de poesias, "A cinza das horas", foi lançado em 1917, mas foi principalmente a partir do livro "Carnaval"(1919) que seu nome, já conhecido, ganhou vulto dentro da poesia nacional. Seu poema "Os sapos" foi considerado uma obra-prima e referência importante para a Semana de Arte Moderna de 1922, devido a sua crítica satírica à forma de se fazer poesia de então. Seu prestígio foi consolidado no livro "Libertinagem" (1930), em que o humor característico de sua obra encontrou-se plenamente desenvolvido. Entre outros trabalhos importantes de Bandeira estão "Ritmo dissoluto", publicado pela primeira vez em "Poesias" (1924); "Estrela da manhã" (1936); "Lira dos cinquent'anos", publicado pela primeira vez em "Poesias Completas" (1940); "Belo belo", que surgiu na edição de 1948 das "Poesias Completas"; "Mafuá do malungo" (1948) e "Opus 10" (1952). Embora tenha se destacado pela poesia, há de se lembrar suas crônicas, ensaios, memórias, críticas em jornais e as inúmeras traduções de clássicos estrangeiros de autores como Shakespeare e Brecht. Por sua importância no cenário literário nacional, Bandeira foi eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras em 1940, na vaga de Luís Guimarães Filho. Acometido por problemas de saúde, o poeta faleceu em outubro de 1968. Na foto, Bandeira é retratado com seu amigo e também escritor Orígenes Lessa, que publicou sua primeira coleção de contos em 1929, chamada "O escritor proibido". A obra foi elogiada por Medeiros e Albuquerque, João Ribeiro, Menotti del Picchia e Sud Menucci, o que lhe abriu portas para que logo depois publicasse "Garçon, garçonnette, garçonnière", que mereceu por parte da Academia Brasileira de Letras uma menção honrosa. Ganhador de inúmeros outros prêmios, Orígenes Lessa era jornalista, contista, novelista, romancista e ensaísta, tendo se consagrado como autor de literatura juvenil, segmento para o qual passou a se dedicar a partir da década de 1970. Assim como Bandeira, Lessa foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 1981, sucedendo o escritor Osvaldo Orico. Lessa faleceu no Rio de Janeiro em 1986.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Pessoas, Interna, Retrato, Vertical
Olho da Rua, p. 187; http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u561.jhtm
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
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