Título: O arquiteto Oscar Niemeyer
Detalhes
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José Medeiros
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O arquiteto Oscar Niemeyer
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
1956(Data de produção)
O arquiteto Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907. Em 1929 entrou para a Escola Nacional de Belas Artes, ao mesmo tempo que trabalhava na tipografia do pai. Formou-se em 1935 e no ano seguinte começou a vida profissional no escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão. Logo estava participando da equipe que projetou o Ministério da Educação, considerado um dos marcos da arquitetura moderna mundial. Foi nessa época que conheceu o arquiteto francês Le Corbusier e o ministro Gustavo Capanema. Em 1940, convidado pelo então prefeito de Belo Horizonte Juscelino Kubitschek, projetou o Conjunto da Pampulha. Trabalhou em Nova York com Lúcio Costa, fez projetos para a ONU e na década de 1950 dedicou-se, também com Lúcio Costa (autor do projeto vencedor para o Plano Piloto), à construção de Brasília, nova capital brasileira, alcançando grande prestígio e reconhecimento internacional. Revolucionou a arquitetura mundial com a beleza, leveza e inventividade de suas obras, desprezando os ângulos retos e a arquitetura racionalista. Criou projetos em diversos países, como Alemanha, Cuba, Argélia, Líbano e França.
Imagens anteriormente publicadas na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Pessoas, Retrato individual, Interna, Retrato, Diurna
Olho da Rua, pp. 194-195.
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
Instituto Moreira Salles
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