Título: Maspoli, goleiro do Uruguai, e Augusto, capitão da Seleção Brasileira - Final da Copa de 1950
Título: Maspoli, goleiro do Uruguai, e Augusto, capitão da Seleção Brasileira - Final da Copa de 1950
Detalhes
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José Medeiros
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Maspoli, goleiro do Uruguai, e Augusto, capitão da Seleção Brasileira - Final da Copa de 1950
(Título atribuído)
José Medeiros (Autoria)
1950(Data de produção)
Um público superior aos 200 mil espectadores no Maracanã, então o maior estádio do mundo, assistiu à incrível derrota do Brasil para o Uruguai por 2 a 1. O jogo seguia empatado, resultado que dava o título ao Brasil, quando aos 79 minutos Ghiggia, atacante uruguaio, fez o gol histórico que tirou a taça das mãos brasileiras. Os atletas negros da defesa brasileiras foram considerados os grandes culpados da derrota por setores importantes da imprensa, usando para isso argumentos racistas. Muitos afirmaram, com pretensas teorias científicas, que os mestiços e os negros ao mesmo tempo em que tinham habilidades específicas, não tinham equilíbrio emocional para disputar uma final. Tais argumentações que antecedem 1950 voltaram a ser usadas em 1954, quando o Brasil novamente fora derrotado na Copa. Somente na copa da Suécia em 1958 é que as teorias da fraqueza de um time mestiço foram desmentidas pelo resultado. Com um time de brancos, mestiços e negros, a seleção ganhou a Copa, enfrentando a própria Suécia na final.
1) - Livro: "Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil." IMS, 2012.
2) - Exposição: Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil. IMS, 2012.
3) - Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
4) - Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
2) - Exposição: Um olhar sobre O Cruzeiro - As origens do fotojornalismo no Brasil. IMS, 2012.
3) - Imagem anteriormente publicada na antiga base Bireme, na página do IMS na WEB.
4) - Imagem publicada no site "Testemunha ocular" do IMS: https://testemunhaocular.ims.com.br/
Negativo flexível
GELATINA/ Prata
P&B
6(altura) x 6(largura)(imagem)
Futebol, Esportes, Indumentária, Diurna, Externa, Retrato, Estádio do Maracanã (Jornalista Mario Filho), Maracanã, Bairros
Olho da Rua, p. 209.
Chamado por seus colegas de poeta da luz, o fotográfo piauiense José Medeiros gostava de se definir como um grande lambe-lambe. Mas seu trabalho, com imagens raramente posadas que mostravam uma realidade espontânea, ajudou a construir o fotojornalismo nacional e revolucionou a maneira de fotografar para a imprensa no Brasil. Suas maiores influências foram George Platty Nes, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbot, Eugene Smith e Henri Cartier-Bresson. Nasceu em Teresina em 1921, filho mais velho do casal Zenaide e Francisco Medeiros, que tiveram mais um filho, o cenógrafo e figurinista Anísio Medeiros (1922 - 2003), e três filhas. A família veio para o Rio em 1939. Medeiros começou então a trabalhar como funcionário público nos Correios e no Departamento Nacional do Café. Montou um pequeno estúdio em sua casa onde fotografava artistas famosos como Cacilda Becker (1921 - 1969). Paralelamente, trabalhava como freelancer para as revistas Tabu e Rio. Nesta última, conheceu o fotógrafo francês Jean Manzon (1915 - 1990) que, em 1946, o levou para a revista O Cruzeiro, carro-chefe dos Diários Associados. Medeiros trabalhou na revista até 1961. Registrou o café society e as paisagens cariocas, tribos indígenas, eventos esportivos, religiosos e folclóricos, o carnaval, concursos de beleza e diversos outros aspectos da vida no Brasil. Fotografou também personalidades importantes das artes e da política como Arnaldo Jabor, Bob Hope, Cacilda Becker, Cândido Rondon, Cícero Dias, Dorival Caymmi, Eurico Gaspar Dutra, Evita, Getúlio Vargas, Graciliano Ramos, Grande Otelo, Gregório Bezerra, Harry Truman, Jorge Amado, Juscelino Kubitschek, Luís Carlos Prestes, Maria Della Costa, Millôr Fernandes, Oscar Niemeyer, Simone Signoret, Tom Jobim, Vinícius de Morais, Washington Luís e os irmãos Villas-Boas. Foi parceiro de diversos repórteres, dentre eles David Nasser (1917 - 1980), Franklin de Oliveira (1916 - 2000), Hélio Fernandes (1920 - ), José Amádio (1923 - 1992), Millôr Fernandes (1923 - 2012), Samuel Weiner (1910 - 1980), Arlindo Silva (1924 - 2011) e José Leal (1925 - 1977). Com este último formou uma das duplas famosas da revista. Alguns dos ensaios fotográficos mais significativos de Medeiros foram realizados em suas viagens pelo Brasil. Um deles, realizado na Bahia,documentava o ritual de iniciação das filhas de santo, e foi publicado na reportagem As noivas dos deuses sanguinários, em 15 de setembro de 1951. Em 1962, Medeiros fundou com os fotógrafos Flávio Damm (1928 - ) e Yedo Mendonça (1926 – 1978) a agência fotográfica Image, uma das primeiras do gênero no Brasil. Estreou no cinema, em 1965, assinando a fotografia de A falecida. Em 1977, ganhou o Prêmio de Fotografia do Festival de Gramado pelos filmes Aleluia Gretchen, de Sylvio Back; e O Seminarista, de Geraldo Santos Pereira. Em 27 de agosto de 1990, faleceu, vítima de infarto, em Áquila, na Itália, onde participava do Festival Ecológico Último Grito.
Instituto Moreira Salles
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